Rebeldes islâmicos dizem ter decapitado mais um jornalista americano

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Steven J. Sotloff, 31, foi morto por radicais do Estado Islâmico duas semanas depois de ter sua vida ameaçada em vídeo

Exatamente duas semanas depois da divulgação do chocante vídeo em que mostrou a decapitação do jornalista norte-americano James Foley, o grupo militante Estado Islâmico divulgou novas imagens em que revelam a suposta morte de outro profissional da área, nesta terça-feira (2).

Reuters
Steven Sotloff no vídeo em que foi ameaçado de morte por rebelde do EI, duas semanas atrás

O jornalista morto é Steven Joel Sotloff, 31 anos, o mesmo que apareceu no vídeo anterior sendo ameaçado por um rebelde, segundo o qual a vida do profissional estava nas mãos do presidente dos EUA, Barack Obama.

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Assim como no vídeo em que Sotloff foi ameaçado após a decapitação de Foley, nas novas imagens outro homem, identificado pelo grupo como David Haines, sofreu ameaças do rebelde, que alertou aos governos para recuarem da "aliança demoníaca da América contra o Estado Islâmico".

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

Nascido na cidade litorânea de Miami, na Flórida, Sotloff foi sequestrado por militantes islâmicos em Aleppo, na Síria, em agosto de 2013, quando trabalhava como jornalista free-lancer na região. Ele prestou serviços como correspondente internacional para grandes veículos norte-americanos, como a revista Time.

Reuters
James Foley em momento que antecedeu sua decapitação, divulgada no dia 19 de agosto

Na semana passada, Shirley Sotloff, mãe do jornalista, divulgou um vídeo emocionado no qual suplicava ao líder dos rebeldes, Abu Bakr al Baghdadi al-Quraishi al Hussaini, para libertar Steven para que ele pudesse voltar para casa. Nas imagens, ela chamou o militante de califa do Estado Islâmico, termo pelo qual foi criticada já que usá-lo implicou reconhecê-lo como chefe supremo do califado proclamado pelos rebeldes em partes do território sírio e iraquiano.

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"Não vemos o Steven há mais de um ano e sentimos muito a sua falta. Queremos vê-lo a salvo, em casa. Como mãe, peço a você para não puni-lo por assuntos que ele não tem controle. Peço a você para usar sua autoridade para poupar a vida dele, seguindo os ensinamentos do profeta Maomé preconizados no 'grande livro' [Alcorão]. Quero aquilo que toda mãe deseja: ver os filhos dos meus filhos crescendo. Imploro para que não me tire isso", disse ela na ocasião. 

Além da Síria, Sotloff trabalhou em outros países da região, como Egito, Turquia, Líbia, e Bahrein. 

*Com agências de notícias

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