Manifestações ocorreram em Táriba; seis ficaram feridos em confrontos com agentes de segurança, de acordo com ONG

Agência Brasil

Pelo menos seis pessoas ficaram feridas, uma delas a tiros, nos protestos registrados nesta terça-feira (2) na Venezuela contra a implementação de um sistema biométrico nos supermercados para controlar as compras de produtos e combater o contrabando.

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Lilian Tintori, mulher do líder da oposição, Leopoldo López, centro, 'Liberdade' junto a simpatizantes em frente ao Palácio da Justiça de Caracas (13/08)
AP
Lilian Tintori, mulher do líder da oposição, Leopoldo López, centro, 'Liberdade' junto a simpatizantes em frente ao Palácio da Justiça de Caracas (13/08)


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Os protestos ocorreram em Táriba, San Cristóbal, perto da fronteira com a Colômbia, onde nos últimos dias foram registradas várias manifestações contra políticas do governo.

Segundo a organização não governamental Foro Penal Venezuelano, seis venezuelanos ficaram feridos em confrontos com agentes de segurança, que dispersaram várias vezes os manifestantes com balas de borracha - Um deles foi ferido a tiro no abdômen e não havia informações sobre sua participação nas manifestações.

San Cristóbal tem sido palco, desde fevereiro deste ano, de uma série de protestos contra o governo, que acabaram se expandindo para outras cidades e que, entre fevereiro e maio, deixaram 43 mortos e centenas de feridos em várias regiões.

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As autoridades venezuelanas anunciaram, no dia 19 de agosto, que vão instalar um sistema de controle biométrico nos supermercados públicos e privados, para controlar compras recorrentes do mesmo produto pelo mesmo cliente e combater o contrabando.

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O sistema biométrico deverá estar em funcionamento até o fim de novembro e consiste na atribuição de um cartão com os dados do cliente, que estará associado às suas impressões digitais e à base de dados de cidadãos do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). A instalação do sistema ocorre no momento em que os venezuelanos se queixam de dificuldades para conseguir muitos produtos.

De acordo com o governo, 40% dos produtos básicos, cujo preço máximo está regulado pelo Estado, são contrabandeados para a vizinha Colômbia, onde os valores são até dez vezes maiores que na Venezuela.

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Além de alimentos básicos, outros produtos são levados de maneira ilegal para a Colômbia, entre eles milhares de litros de combustível.

Em 11 de agosto, a Venezuela enviou pelo menos 17 mil militares para a fronteira com a Colômbia, como uma das medidas para combater o contrabando de bens essenciais e de combustível que gera prejuízos para os dois países. Os militares foram enviados horas antes de a Venezuela fechar, pela primeira vez, a fronteira do estado de Táchira com a Colômbia.

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A Venezuela proibiu o trânsito, no território nacional, de alimentos, bens de higiene pessoal, medicamentos, materiais para a construção civil e produtos acabados, com fins de exportação.

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