Estado islâmico capturou soldados em junho, quando avançou pelo norte e centro do Iraque, onde declarou califado islâmico

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Mais de 100 parentes de soldados iraquianos sequestrados por combatentes do Estado islâmico invadiram o Parlamento, em Bagdá, armados com paus, barras de metal e pedras nesta terça-feira (2), exigindo notícias de seus entes queridos, disseram testemunhas.

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Milicianos xiitas do Iraque disparam suas armas enquanto celebram a quebra de cerco do Estado Islâmico em Amerli (1/09)
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Milicianos xiitas do Iraque disparam suas armas enquanto celebram a quebra de cerco do Estado Islâmico em Amerli (1/09)


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A multidão, principalmente da maioria xiita do Iraque, quebrou alguns equipamentos, atacou pelo menos dois empregados que confundiu com os parlamentares e se recusava a sair do prédio, disseram altos funcionários que estavam no local.

"Eles estavam dispostos a passar por cima de qualquer um que estivesse na frente deles. Eles diziam: 'Nossos filhos estão enterrados na poeira. Nem sabem o nome deles, e você está sentado aqui confortavelmente com ar-condicionado'", disse um empregado do Parlamento.

"A unidade de força especial veio com cassetetes para removê-los do Parlamento ... Eu posso ouvi-los gritando, berrando e dizendo os nomes", acrescentou o funcionário.

O Estado islâmico capturou os soldados em junho, no início de seu avanço-relâmpago pelo norte e centro do Iraque, onde se declarou um califado islâmico e ameaçou marchar até Bagdá.

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Os soldados saíram de sua base em Tikrit, ao norte da capital, acreditando que uma trégua havia sido negociada. Em vez disso, o Estado Islâmico capturou-os e mais tarde relatou que havia matado 1.700 soldados, postando na Internet fotos de cadáveres.

Até agora não há relatos independentes sobre quantos morreram. Moradores de Tikrit disseram em junho acreditar que fossem centenas.

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Estava programado que os parentes iriam ao Parlamento para tratar do destino dos soldados. Mas eles começaram a protestar violentamente fora do prédio e, em seguida, abriram caminho à força, passando pelos controles, de acordo com funcionários do Parlamento.

Alguns parlamentares fugiram, deixando pastas e casacos para trás, disse um funcionário.

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