Parentes de soldados iraquianos sequestrados por grupo sunita invadem Parlamento

Por Reuters |

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Estado islâmico capturou soldados em junho, quando avançou pelo norte e centro do Iraque, onde declarou califado islâmico

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Mais de 100 parentes de soldados iraquianos sequestrados por combatentes do Estado islâmico invadiram o Parlamento, em Bagdá, armados com paus, barras de metal e pedras nesta terça-feira (2), exigindo notícias de seus entes queridos, disseram testemunhas.

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A multidão, principalmente da maioria xiita do Iraque, quebrou alguns equipamentos, atacou pelo menos dois empregados que confundiu com os parlamentares e se recusava a sair do prédio, disseram altos funcionários que estavam no local.

"Eles estavam dispostos a passar por cima de qualquer um que estivesse na frente deles. Eles diziam: 'Nossos filhos estão enterrados na poeira. Nem sabem o nome deles, e você está sentado aqui confortavelmente com ar-condicionado'", disse um empregado do Parlamento.

"A unidade de força especial veio com cassetetes para removê-los do Parlamento ... Eu posso ouvi-los gritando, berrando e dizendo os nomes", acrescentou o funcionário.

O Estado islâmico capturou os soldados em junho, no início de seu avanço-relâmpago pelo norte e centro do Iraque, onde se declarou um califado islâmico e ameaçou marchar até Bagdá.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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Os soldados saíram de sua base em Tikrit, ao norte da capital, acreditando que uma trégua havia sido negociada. Em vez disso, o Estado Islâmico capturou-os e mais tarde relatou que havia matado 1.700 soldados, postando na Internet fotos de cadáveres.

Até agora não há relatos independentes sobre quantos morreram. Moradores de Tikrit disseram em junho acreditar que fossem centenas.

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Estava programado que os parentes iriam ao Parlamento para tratar do destino dos soldados. Mas eles começaram a protestar violentamente fora do prédio e, em seguida, abriram caminho à força, passando pelos controles, de acordo com funcionários do Parlamento.

Alguns parlamentares fugiram, deixando pastas e casacos para trás, disse um funcionário.

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