Violência no Iraque deixou ao menos 1.420 mortos somente em agosto, diz ONU

Por Reuters |

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Para a ONU, outros 1.370 iraquianos foram feridos e 600 mil tiveram de abandonar suas casas por causa do Estado Islâmico

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Ao menos 1.420 pessoas foram mortas no Iraque em agosto, disse a ONU nesta segunda-feira (1), enquanto a violência sectária se espalhava pelo centro e o norte do país.

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Membros da força curda se posicionam na linha de frente em Sulaiman Pek, no noroeste da cidade de Tikrit, Iraque (31/08)


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Outros 1.370 iraquianos ficaram feridos e 600 mil pessoas foram forçadas a abandonar suas casas, acrescentou a ONU, à medida que os militantes do Estado Islâmico, grupo que assumiu o controle de grandes áreas do território desde junho, avança em direção à regiões controladas por tropas curdas e persegue minorias religiosas.

"Milhares continuam a ser alvejadas e mortas pelo EIIL (Estado Islâmico) e grupos armados associados simplesmente por causa de sua origem étnica ou religiosa. As verdadeiras consequências dessa tragédia humana são assombrosas", disse o representante da ONU no Iraque, Nickolay Mladenov.

A ONU afirmou que o número de vítimas pode ser muito maior, mas que não foi capaz de verificar de maneira independente relatos sobre centenas de incidentes em áreas sob jugo do Estado Islâmico. A violência matou 1.737 pessoas, a maior parte civis, no Iraque em julho, e 2.400 em junho, mostraram dados da ONU.

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Atrocidades foram cometidas tanto pelo Estado Islâmico como por forças iraquianas, disseram autoridades de alto escalão da ONU em Genebra, durante uma reunião de emergência sobre o conflito nesta segunda.

Luta por controle

Forças de segurança iraquianas apoiadas por milícias xiitas quebraram no domingo o cerco de dois meses imposto a Amerli por militantes do Estado Islâmico e entraram na cidade do norte do país, disseram autoridades.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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O prefeito de Amerli e oficiais do Exército disseram que as tropas apoiadas por milícias derrotaram combatentes do Estado Islâmico, a leste da cidade. A luta continuou para o norte de Amerli em várias aldeias.

"As forças de segurança e milicianos estão dentro de Amerli agora, depois de romper o cerco, o que vai certamente aliviar o sofrimento dos moradores", disse Adel al-Bayati, prefeito de Amerli.

A ação foi saudada como uma grande vitória estratégica para as forças de segurança iraquianas e os milicianos que se juntaram a eles depois de um verão que viu o Estado Islâmico liderar outros grupos armados sunitas para capturar quase um terço do território do país.

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"A batalha de Amerli é uma vitória de ouro das forças de segurança do Iraque que ainda estão lutando contra os grupos terroristas em áreas ao norte e ao sul de Amerli", disse o porta-voz militar Qassim al-Atta.

Atta descreveu Amerli como plataforma de lançamento para retomar a província de Salahuddin, incluindo sua capital, que foi capturada pelo Estado Islâmico em junho.

O avanço das forças iraquianas em Amerli ocorreu depois de militares dos Estados Unidos realizarem ataques aéreos durante a noite em posições de militantes do Estado Islâmico perto da cidade, além de jogarem pelo ar suprimentos humanitários para os moradores presos. Mais ajuda foi jogada por aviões britânicos, franceses e australianos.

O Pentágono disse que aviões de guerra atingiram três veículos de patrulha, um tanque e um veículo armado dos militantes, além de um posto de controle controlado pelo grupo. Os ataques aéreos criaram o cenário estranho, com as forças dos EUA ajudando combatentes, alguns dos quais antes combatiam soldados norte-americanos.

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