Exército se retira de aeroporto na Ucrânia; presidente acusa Rússia de agressão

Por Reuters |

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Para presidente, interferência mudou o equilíbrio no campo de batalha, já que forças do governo vêm sofrendo reveses na luta

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O presidente ucraniano, Petro Poroshenko acusou a Rússia nesta segunda-feira (1) de "agressão direta e aberta" e disse que essa interferência mudou radicalmente o equilíbrio no campo de batalha, já que as forças do governo vêm sofrendo grandes reveses na guerra contra separatistas pró-Rússia.

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AP
Rebeldes pró-russos se armam para assaltar cargas do exército ucraniano em aeroporto de Donetsk, Ucrânia (31/08)


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Militares da Ucrânia disseram que suas forças tinham recebido ordens para recuar da área de um aeroporto vital no leste do país, perto da cidade de Luhansk, onde estavam lutando contra um batalhão de tanques russos.

Poroshenko afirmou em um discurso que haveria mudanças no alto escalão das forças armadas ucranianas, cujas tropas fugiram de um novo avanço dos rebeldes no sul, que os aliados ocidentais de Kiev dizem ter o apoio de colunas de blindados russas.

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu no domingo negociações imediatas sobre a "soberania" do sul e leste da Ucrânia, e culpou o governo em Kiev por se recusar a entrar em conversações políticas diretas com os separatistas.

Putin também disse esperar que o "senso comum" vá prevalecer no Ocidente sobre a possibilidade de impor sanções econômicas adicionais à Rússia, apesar das negativas de Moscou de que esteja ajudando os rebeldes.

Até a semana passada a o governo da Ucrânia parecia prestes a esmagar a rebelião de quatro meses, no leste, iniciada depois que o ex-presidente do país, que era pró-Moscou, foi deposto por protestos populares. Mas, então, os rebeldes abriram uma nova frente para o sul, na costa do Mar de Azov, seguindo na direção da cidade de Mariupol.

Poroshenko repetiu a crença de Kiev que as forças russas estão ajudando os rebeldes para virar a maré da guerra.

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"Uma agressão direta e aberta foi lançado contra a Ucrânia, a partir de um Estado vizinho. Isso mudou a situação na zona de conflito de uma maneira radical", disse ele em seu discurso em uma academia militar em Kiev.

Mais combates

Militares da Ucrânia disseram nesta segunda que suas forças estavam combatendo um batalhão de tanques russos pelo controle de um importante aeroporto no leste do país, e o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, acusou Moscou de uma "agressão direta e aberta" contra seu país.

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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A guarda costeira ucraniana, enquanto isso, buscava dois marinheiros desaparecidos após um dos barcos de patrulha ter naufragado no Mar de Azov devido ao fogo de artilharia de separatistas pró-Rússia. Oito marinheiros sobreviveram ao ataque de domingo e estavam recebendo tratamento para seus ferimentos, disse um representante da guarda costeira.

Centenas de forças ucranianas estão destacadas perto de Ilovaysk, a leste da principal cidade da região, Donetsk, e têm tentado há vários dias quebrar um cerco feito por separatistas apoiados pela Rússia.

Poroshenko, falando de uma academia militar em Kiev, disse que o envolvimento direto da Rússia na guerra contra os separatistas no leste da Ucrânia havia mudado o equilíbrio do campo de batalha e é o principal motivo dos recentes reveses.

"Uma direta e aberta agressão foi lançada contra a Ucrânia por um Estado vizinho. Isso mudou a situação na zona de conflito de maneira radical", disse ele.

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Poroshenko disse que haveria mudanças no alto escalão militar por causa dos eventos da semana passada, quando separatistas, que o governo em Kiev diz serem apoiados por uma unidade armada russa, tomaram a cidade de Novoazovsk, no sudeste do país, e agora ameaçam a cidade portuária estratégica de Mariupol.

Apesar das crescentes preocupações, forças militares de Kiev não quiseram divulgar informações sobre o que está acontecendo em Ilovaysk até que suas forças sejam retiradas com sucesso.

Mas Anton Gerashchenko, assessor do Ministério do Interior, disse ao canal de TV ucraniano 112: "A tragédia perto de Ilovaysk tornou-se possível após (o presidente russo Vladimir) Putin ter levado tropas regulares para dentro da Ucrânia."

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"Ao todo havia 500 homens em Ilovaysk. Os russos vieram com forças superiores, descansados, saudáveis e com bastante munição", disse ele.

"Nosso pessoal se rendeu apenas quando acabou a munição, quando não tinham mais com o que atirar", disse ele. Nas últimas 24 horas, mais 69 combatentes aliados ao governo haviam conseguido romper o cerco e se reunir a forças ucranianas.

A luta continuava perto de Luhansk, a principal cidade da outra região, pelo controle do principal aeroporto civil, disseram os militares. Um alto representante de direitos humanos da Organização das Nações Unidas declarou na semana passada que o total de mortos no conflito, que já dura cinco meses, era de quase 2.600 pessoas, incluindo civis, forças ucranianas e separatistas.

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