Setor de turismo israelense pretende pedir indenização por conflito em Gaza

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Impacto de violência no setor de turismo pode superar R$ 1,1 bilhão; indústria propõe compensação por perdas pela guerra

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O setor de turismo de Israel está pedindo indenização ao governo do país devido à operação militar em Gaza, que teria causado um prejuízo econômico estimado em US$ 500 milhões (mais de R$ 1,1 bilhão).

Ontem: Após cessar-fogo, Brasil diz que embaixador voltará para Israel

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Setor de turismo israelense quer indenização por conflito em Gaza


Reprodução/BBC
Lojas e pontos turísticos em Israel estão praticamente vazios


Opinião: Trégua entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza é armistício, não paz

O número de visitantes às praias de Israel caiu ao menor nível em sete anos. Israelenses também deixaram de viajar pelo país, resultando em pontos turísticos e hotéis praticamente vazios.

O ministro das Finanças de Israel, Yair Lapid, reconheceu que a violência em Gaza prejudica a imagem de Israel. "É um golpe, não vou negar", disse.

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Mas ele afirmou que o setor terá tempo para se recuperar antes do início da alta temporada no país, em outubro.

Segundo o jornal israelense Haaretz, um relatório da indústria de turismo entregue ao gabinete do primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, propõe uma série de medidas para conter os efeitos econômicos negativos do conflito.

Compensações

A indústria quer que vários negócios relacionados ao turismo - como hotéis e empresas de excursões - possam pedir compensação, caso comprovem que houve uma queda de 20% no seu faturamento entre julho e outubro (na comparação com o mesmo período do ano passado). O valor máximo proposto é de 30% do prejuízo comprovado.

Terça: Israelenses e palestinos definem trégua duradoura na Faixa de Gaza

Por ora, não há sinalização de que estas medidas serão implementadas. O conflito em Gaza - que começou em julho e foi interrompido por um cessar-fogo anunciado esta semana - matou mais de 2,2 mil pessoas, a maior parte delas palestinos.

Para os palestinos que também dependem do turismo, não há sinais de que qualquer indenização no horizonte.

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