Separatistas na Ucrânia aceitam abrir corredor humanitário para tropas de Kiev

Por Reuters |

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Rebeldes disseram que atenderão pedido do Kremlin e que vão permitir a retirada de tropas cercadas por eles no leste do país

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Rebeldes pró-Rússia combatendo na Ucrânia disseram nesta sexta-feira (29) que vão atender a um pedido do Kremlin e abrir um "corredor humanitário" para permitir a retirada de tropas ucranianas que estão cercadas por eles.

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Separatistas pró-russos caminham em direção a memorial de guerra em Savur-Mohyla, destruído após combates, ao leste da cidade de Donetsk (28/08)


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Não ficou claro como o governo em Kiev iria reagir à oferta, sugerida pelo presidente russo, Vladimir Putin, mas inicialmente os militares ucranianos deram uma resposta negativa. Num comunicado, os militares disseram que o pedido de Putin apenas demonstrava que "essas pessoas (os separatistas) são lideradas e controladas diretamente pelo Kremlin".

O governo ucraniano tem acusado soldados russos de entrarem ilegalmente no leste ucraniano e, com o apoio dos Estados Unidos e de seus aliados europeus, vem dizendo que combaterá para defender seu território.

Ações

Durante esta semana, os avanços rebeldes abriram uma nova frente no conflito no momento em que o Exército ucraniano parecia ter assumido o controle dos combates, virtualmente cercando os separatistas em seus redutos nas cidades de Donetsk e Luhansk.

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Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Invasão: Forças russas atravessam fronteira e presidente da Ucrânia convoca reunião

Na quinta, o conselho de segurança ucraniano declarou que Novoazovsk e outras partes do sudeste do país foram ocupadas por forças russas e que as forças do governo estavam se retirando "para salvar suas vidas" e indo reforçar as defesas no porto de Mariupol, mais a oeste, que um líder rebelde disse ser o próximo objetivo dos separatistas.

Apesar das negativas de Moscou, Ella Polyakova, conselheira de direitos humanos de Putin, declarou à Reuters que acredita que a Rússia está levando a cabo uma invasão da Ucrânia.

Quarta: Mais soldados russos entram em cidade ucraniana, segundo militares de Kiev

No sul da Rússia, um repórter da Reuters viu nesta quinta-feira uma coluna de veículos blindados e soldados cobertos de poeira a cerca de três quilômetros da fronteira com a parte da Ucrânia que Kiev diz estar ocupada por tropas russas. A coluna seguia para o leste, afastando-se da divisa, por um campo aberto perto do vilarejo de Krasnodarovka, na região russa de Rostov.

Fornecimento de gás

O ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, disse nesta sexta que a Rússia ainda está aberta a conversações sobre o gás com a Ucrânia, apesar de a data para uma reunião ainda não ter sido definida.

Rússia: Invasão de soldados russos no leste da Ucrânia foi um acidente

Depois de uma reunião em Moscou com o comissário europeu para Energia, Guenther Oettinger, Novak também reiterou que a Rússia está disposta a conceder ao governo ucraniano um desconto de 100 dólares a cada 1.000 metros cúbicos de gás fornecido à Ucrânia. A Rússia interrompeu o fornecimento de gás para a Ucrânia em junho, depois de um prolongado impasse sobre o preço do produto.

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