Número de refugiados sírios passa de 3 milhões; quase metade da população fugiu

Por Reuters |

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Maior parte deles está em países como o Líbano (1,14 milhão), a Turquia (815 mil) e Jordânia (808 mil), de acordo com relatório

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Três milhões de refugiados sírios terão feito registro em países vizinhos até esta sexta-feira (29), uma êxodo que começou em março de 2011 e não mostra sinais de diminuir, disse a Organização das Nações Unidas (ONU).

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Migrantes resgatados desembarcam de barco das Forças Armadas de Malta (AFM) depois de chegarem em base marítima da região (28/08)


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O relatório mostra 1 milhão de refugiados a mais do que um ano atrás, ao passo que mais 6,5 milhões foram deslocados dentro da própria Síria, o que significa que "quase metade de todos os sírios foram forçados a abandonar suas casas e fugir para salvar suas vidas".

"A crise síria tornou-se a maior emergência humanitária de nossas era, e, mesmo assim, o mundo está fracassando em atender às necessidades de refugiados e dos países que os abrigam", disse António Guterres, alto comissário da ONU para refugiados, em um comunicado.

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A ampla maioria permanece em países vizinhos, e a maior concentração está no Líbano (1,14 milhão), Turquia (815 mil) e Jordânia (808 mil), disse a agência de refugiados da ONU, Acnur. Cerca de 215 mil refugiados estão no Iraque, com o restante no Egito e outros países.

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Imagem fornecida pelo Gabinete de Mídia de Douma mostra sírio ao lado de corpos de vítimas mortas por suposto ataque químico. Foto: APCrianças afetadas por suposto ataque químico respiram com máscaras de oxigênio no subúrbio de Saqba, Damasco. Foto: ReutersSírios tentam identificar corpos depois de suposto ataque químico em Arbeen, subúrbio da Síria. Foto: APMenino que sobreviveu a suposto ataque químico chora em abrigo montado dentro de mesquita no bairro de Duma, Damasco. Foto: ReutersHomem e mulher velam corpos de sírios após suposto ataque com gás venenoso lançado pelas forças do regime de Assad. Foto: APJovem que sobreviveu a suposto ataque químico chora dentro de mesquita em bairro de Duma, Damasco. Foto: ReutersHomem, afetado pelo que ativistas dizem ser gás neurológico, respira com ajuda de máscara de oxigêneo em subúrbio de Damasco. Foto: ReutersImagem fornecida pelo Comitê Local de Arbeen mostra corpos de sírios enfileirados em Arbeen, Damasco. Foto: APSegundo ativistas da oposição, armas químicas teriam matado centenas. Foto: BBCSírios colocam corpos de vítimas de suposto ataque químico em vala comum em Hamoria, área nos subúrbios a leste de Damasco. Foto: Reuters

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Em acréscimo a isso, os governos que recebem essas pessoas estimam que mais centenas de milhares de sírios buscaram abrigo em seus países sem se registrar formalmente, relatou a agência.

Um número cada vez maior de famílias chega em estado de choque, exaustas, amedrontadas e com suas economias esgotadas, disse o Acnur. "A maioria está nessa vida há um ano ou mais, fugindo de vila em vila antes de tomar a decisão final de deixar o país".

"Há sinais preocupantes também de que a jornada para fora da Síria esteja se tornando mais difícil, com muitas pessoas forçadas a pagar pedágios ao longo da fronteira. Refugiados que cruzam o deserto para dentro do leste da Jordânia estão sendo forçados a pagar a contrabandistas grandes somas (que podem superar 100 dólares por pessoa) para levá-los a um lugar seguro", acrescentou.

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Os sírios agora constituem a maior população de refugiados do mundo sob cuidado do Acnur, e o segundo lugar geral apenas em número para a crise palestina, que já dura décadas, e fica sob os cuidados de uma outra agência da ONU, a UNRWA, afirmou a entidade. Um recente surto de violência no conflito parece estar piorando uma situação que já é desesperadora, disse o comunicado.

Mais de 190 mil pessoas foram mortas nos primeiros três anos na guerra civil da Síria, afirmou um relatório da ONU na semana passada divulgado pela alta comissária da ONU para direitos humanos, Navi Pillay, que chamou o conflito de "uma catástrofe humana inteiramente evitável".

Em outro relatório divulgado na quarta-feira, investigadores de direitos humanos da ONU acusaram insurgentes do Estado Islâmico de cometer crimes de guerra, incluindo amputações e execuções públicas no norte da Síria, às vezes na presença de crianças.

O governo do presidente Bashar al-Assad está despejando bombas sobre áreas civis e acredita-se que Damasco tenha utilizado armas químicas no combate a seus inimigos.

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