Número atual de mortos é de 2.593 e se aproxima dos 3 mil, se incluir as 298 vítimas da queda do voo MH17, diz representante

Um total de 2.593 pessoas morreram no conflito no leste da Ucrânia desde meados de abril, disse um representante de alto escalão para Direitos Humanos da ONU nesta sexta-feira (29).

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Rebeldes pró-russos armados patrulham a praça Lenin na cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (28/08)
AP
Rebeldes pró-russos armados patrulham a praça Lenin na cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (28/08)


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"A tendência é clara e alarmante. Há um significante aumento no número de mortos no leste", disse Ivan Simonovic, secretário-geral assistente para Direitos Humanos da ONU, a jornalistas.

"O número atual de mortos é 2.593 - perto de 3 mil se incluirmos as 298 vítimas da queda do voo MH17 (avião malaio)", disse ele.

Últimas 24 horas

Dez soldados ucranianos foram mortos e 30 ficaram feridos em combates com separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia nas últimas 24 horas, informou o conselho de segurança e defesa da Ucrânia nesta sexta.

Os confrontos entre as forças do governo e os rebeldes se intensificaram desde que avanços separatistas abriram uma nova frente de batalha esta semana, justamente quando os militares do governo pareciam ter conseguido sitiar os separatistas em seus dois principais redutos, Donetsk e Luhansk.

Otan

Mais cedo, o secretário-geral da Otan - Organização do Tratado do Atlântico Norte -, Anders Fogh Rasmussen, condenou o que chamou de "grave escalada da agressão russa" na Ucrânia e disse que Moscou está realizando operações militares diretas no país vizinho.

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Após acusar Moscou por suas "negações vazias", Rasmussen disse que as tropas russas haviam atravessado ilegalmente a fronteira com a Ucrânia e que esta não foi uma ação isolada, mas faz parte de uma campanha para "desestabilizar a Ucrânia como uma nação soberana."

Para ele, que falou com a imprensa após reunião de embaixadores da Otan em Bruxelas, Bélgica, a ação da Rússia foi uma flagrante de violação da soberania da Ucrânia e "desafia todos os esforços diplomáticos por uma solução pacífica."

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No mesmo dia, um oficial americano acusou a Rússia de enviar até 1 mil de seus soldados para o sul da Ucrânia para lutar ao lado dos rebeldes. Um Conselho de Segurança da ONU foi convocado sobre a crise.

Cerco "nazista" 

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a operação de Kiev no leste da Ucrânia, onde forças do governo enfrentam separatistas pró-Rússia ao redor das cidades de Donetsk e Luhansk, lembra o cerco feito a Leningrado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

"Pequenas vilas e grandes cidades cercadas pelo Exército ucraniano, que atinge diretamente áreas residenciais com o objetivo de destruir a infraestrutura. Isso tristemente me lembra os eventos da Segunda Guerra Mundial, quando os alemães fascitas no poder cercaram nossas cidades", disse Putin em um encontro de jovens nos arredores de Moscou.

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Putin afirmou ainda que russos e ucranianos "são praticamente um povo só".

"Pessoas que têm sua própria visão da história e sobre a história de nosso país podem argumentar comigo, mas me parece que os povos russos e ucraniano são praticamente um povo só", afirmou.

Segundo ele, a recusa do governo ucraniano em negociar com os separatistas é um problema.

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"É necessário forçar as autoridades ucranianas a iniciar substancialmente essas conversações, não em questões técnicas, as conversações têm de ser substanciais", declarou aos jovens.

*Com CNN e Reuters

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