Situação é 'difícil, mas controlável', diz presidente da Ucrânia sobre crise

Por iG São Paulo |

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Poroshenko falou sobre a situação no país após governo perder domínio de cidade para rebeldes, que lutam sob apoio da Rússia

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, em declarações feitas nesta quinta-feira (28) após o governo perder domínio de cidade para separatistas, disse que a situação na zona de conflito no leste é "extremamente difícil, mas controlável", segundo a agência de notícias Interfax.

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Reuters
Petro Poroshenko, presidente da Ucrânia, participa de reunião do Conselho de Segurança em Kiev


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Poroshenko, que falou após encontro dos principais chefes de segurança depois que a cidade-chave de Novoazovsk foi tomada por separatistas apoiados pela Rússia, disse que militares russos foram "ao resgate" dos rebeldes depois de sucessos militares das tropas de Kiev.

Separadamente, um porta-voz militar disse que as forças ucranianas se reagruparam para defender a cidade portuária de Mariupol, a oeste de Novoazovsk ao longo da costa do mar de Azov, e estão em número suficiente para impedir que o local seja tomado.

Críticas à Rússia

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A Rússia deve suspender a entrada de tanques na Ucrânia, afirmou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, alertando as autoridades russas sobre futuras consequências se uma solução política para a crise não for encontrada.

O presidente ucraniano acusou a Rússia de enviar tropas ao sudeste do país nesta quinta para dar apoio a separatistas rebeldes pró-Rússia, dois dias depois que os presidentes dos dois países tiveram a primeira conversa em mais de dois meses e concordaram em trabalhar para lançar um processo de paz.

"Simplesmente não é suficiente se engajar em conversas em Minsk, enquanto tanques russos seguem cruzando a fronteira e entrando na Ucrânia. Esse tipo de atividade deve acabar imediatamente", disse Cameron em comunicado.

"Nós instamos a Rússia a buscar um caminho diferente e encontrar uma solução política para a crise. Se a Rússia não o fizer, pode estar certa que haverá novas consequências."

Rússia: Invasão de soldados russos no leste da Ucrânia foi um acidente

Invasão

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Terça: Ucrânia captura dez soldados russos; líderes dos países se reúnem

"As forças russas entraram na Ucrânia", declarou Poroshenko mais cedo. Por causa do problema, o líder cancelou uma viagem ao exterior e pediu reunião de emergência com seu Conselho de Segurança. Relatórios dos EUA confirmaram as afirmações de Poroshenko.

"Hoje o lugar do presidente é em Kiev", disse o presidente ucraniano.

Poroshenko cancelou uma visita à Turquia pelo início do mandato do recém-eleito presidente Recep Tayyip Erdogan e chamou sessão de emergência do Conselho de Segurança da Ucrânia.

"Eu decidi cancelar minha visita à Turquia por causa da escalada da crise na região de Donetsk após as forças russas entrarem na Ucrânia", disse ele.

Segunda: Presidente da Ucrânia dissolve Parlamento e convoca eleições

O mercado de ações da Rússia caiu com os receios de que o país aumentou seu papel na escalada de violência na Ucrânia, movimento que poderia provocar novas sanções da União Europeia e dos Estados Unidos sobre empresas e indivíduos russos. Os índices MICEX da Rússia caíram quase 2% nesta quinta e as bolsas dos principais bancos estatais russo VTB e Sberbank caíram mais de 4%.

Durante entrevista à TV estatal russa, o líder da insurgência, Alexander Zakharchenko, disse que entre 3 mil e 4 mil russos lutaram ao lado separatista desde que o conflito armado começou em abril.

O governo dos EUA acusou a Rússia de orquestrar uma nova campanha militar na Ucrânia, ajudando as forças rebeldes a expandir sua luta com tanques, lançadores de foguetes e veículos blindados.

"Essas incursões indicam uma contra-ofensiva russa dirigida em provável andamento em Donetsk e Luhansk", disse porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, na quarta-feira. Ela manifestou preocupação com entregas de material no sudeste da Ucrânia durante a noitee disse que a Rússia estava sendo desonesta sobre suas ações, até mesmo para seu próprio povo.

*Com AP e Reuters

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