Autoridades são processadas por envolvidos em protestos por morte de negro

Por Reuters | - Atualizada às

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Aberta na Corte Distrital dos EUA, ação de manifestantes do Missouri pede R$ 48 milhões à polícia e prefeitura de Ferguson

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Um grupo de pessoas envolvidas nos tumultos em Ferguson, no Missouri, depois que um policial branco matou um adolescente negro, abriu processo contra as autoridades locais nesta quinta-feira (28), alegando violações de direitos civis por meio de prisões e agressões de policiais com balas de borracha e gás lacrimogêneo.

Relembre casos de racismo ocorridos no Brasil:

Caso do ator Vinícius Romão chamou atenção no Rio de Janeiro no começo deste ano. Foto: ReproduçãoEle ficou 15 dias detido após ter sido erradamente reconhecido por uma vítima de assalto. Foto: Reprodução/ TV GloboO pai do ator, o militar reformado Jair Romão, comemorou a soltura do filho e o arquivamento do processo. Foto: Carlos MoraesCaso não foi o único no Rio. Em fevereiro, um jovem negro suspeito de assalto foi preso pelo pescoço por uma trava de bicicleta. Foto: Reprodução internetO futebol é outro campo em que casos de racismo ocorrem. O tema é preocupação do País para a Copa do Mundo. Foto: Divulgação/CBFO primeiro caso foi vivido por Tinga, no Peru, pela Libertadores. A torcida rival imitou som de macaco quando ele pegava na bola. Foto: VIPCOMM/DIVULGAÇÃOO jogador recebeu mensagens de apoio de diversas torcidas e de representantes da sociedade. Foto: Eugenio Savio/APO volnate Arouca do Santos, foi xingado de 'macaco' por torcedores em uma partida pelo Campeonato Paulista contra o Mogi Mirim. Foto: FLICKR OFICIAL/SANTOS/REPRODUÇÃO O árbitro Márcio Chagas recebeu ofensas durante jogo pelo Campeonato Gaúcho encontrou seu carro amassado, com bananas na lataria. Foto: Arquivo pessoalDilma Rousseff recebe o árbitro Marcio Chagas e o meia Tinga, do Cruzeiro. Foto: Site oficial da Presidência da República

Aberto na Corte Distrital dos Estados Unidos para o distrito do leste do Missouri, o processo afirma que as forças policiais enfrentaram o protesto popular, iniciado após a morte do jovem Michael Brown, com "demonstrações militares de força", enfrentando cidadãos norte-americanos "como se eles fossem combatentes em uma guerra".

O processo busca um total de US$ 40 milhões de dólares para seis demandantes, incluindo um garoto de 17 anos que estava com a mãe em um restaurante fast-food quando ambos foram presos. Cada um dos demandantes foi envolvido nas interações com a polícia no período entre 11 e 13 de agosto, diz o processo.

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Os réus da ação são a cidade de Ferguson, o condado de St. Louis, o chefe de polícia de Ferguson Tom Jackson, o chefe da polícia do condado de St. Louis Jon Delmar, o policial de Ferguson Justin Cosmo, e outros policiais não identificados de Ferguson e do condado de St. Louis.

Nenhum dos departamentos de polícia ou governos municipais comentou o processo.

O processo aparece após duas semanas de tensão racial no subúrbio de Ferguson, onde o assassinato de Brown levou os manifestantes para as ruas. Algumas lojas foram saqueadas em manifestações noturnas, e a polícia respondeu com munições não letais e equipamentos militares para acabar com os tumultos.

AFP
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Uma das demandantes no processo alega que ela e seu filho estavam em um restaurante McDonald's quando vários oficiais de polícia armados com rifles ordenaram que eles saíssem. De acordo com o processo, um policial a jogou no chão e a algemou. Ela e seu filho foram presos.

Outro envolvido alega que estava indo visitar sua mãe em Ferguson quando vários policiais em uniformes militares atiraram em sua direção com balas de borracha. Quando atingido, ele caiu no chão e foi agredido com golpes e spray de pimenta, diz o processo.

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Dois outros acusados disseram estar protestando pacificamente quando policiais da tropa de choque atiraram com gás lacrimogêneo, balas de borracha, e bombas de efeito moral. Um outro demandante afirma que estava tentando filmar o protesto quando a polícia tomou sua câmera e o prendeu.

"Esse é um exemplo escandaloso de como a polícia lida com os afro-americanos (...) como isso pode dar terrivelmente errado. Você tem o direito de se manifestar pacificamente", disse o advogado Reginald Greene, que deu entrada no processo.

A polícia afirmou que o policial Darren Wilson atirou em Brown após uma discussão em uma rua residencial, quando o policial teria pedido que ele se retirasse do meio da rua. Algumas testemunhas disseram que Brown estava com as mãos para cima, se rendendo, quando foi alvejado várias vezes, incluindo duas na cabeça.

Um júri de St. Louis começou a examinar as provas do caso. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu sua própria investigação.

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