Presidente ucraniano, Petro Poroshenko classificou, nesta quinta-feira, situação no país como difícil "mas controlável"

O presidente norte-americano, Barack Obama, descartou a possibilidade de uma ação militar contra a Rússia para resolver a crise protagonizada pelos rebeldes defensores do país de Vladimir Putin no leste da Ucrânia. A afirmação foi feita em discurso, nesta quinta-feira (28).

O presidente norte-americano, que prometeu novas sanções contra país de Vladimir Putin
Reuters
O presidente norte-americano, que prometeu novas sanções contra país de Vladimir Putin

"Eu acho que é muito importante reconhecer que uma solução militar para este problema não está próxima", disse Obama, ressaltando, no entanto, que os EUA e seus aliados estão estudando maneiras de ampliar as sanções econômicas contra a Rússia após Kiev ter acusado Moscou de enviar tropas ao Sudeste da Ucrânia.

Mais cedo, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse em discurso que a situação na zona de conflito no leste é "extremamente difícil, mas controlável" , segundo a agência de notícias Interfax.

Veja fotos das ações russas em território ucraniano:

Críticas à Rússia
A Rússia deve suspender a entrada de tanques na Ucrânia, afirmou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, alertando as autoridades russas sobre futuras consequências se uma solução política para a crise não for encontrada.

O presidente ucraniano acusou a Rússia de enviar tropas ao Sudeste do país nesta quinta para dar apoio a separatistas rebeldes pró-Rússia, dois dias depois que os presidentes dos dois países tiveram a primeira conversa em mais de dois meses e concordaram em trabalhar em lançar um processo de paz.

"Simplesmente não é suficiente se engajar em conversas em Minsk, enquanto tanques russos seguem cruzando a fronteira e entrando na Ucrânia. Esse tipo de atividade deve acabar imediatamente", disse Cameron em comunicado.

"Nós instamos a Rússia a buscar um caminho diferente e encontrar uma solução política para a crise. Se a Rússia não o fizer, pode estar certa que haverá novas consequências."

*Com Reuters

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.