Líder afirmou que ainda exige atendimento de demandas e ressaltou: Gaza foi apenas marco para atingir nosso objetivo

Reuters

O Hamas nunca desistirá das armas como parte de acordos e prosseguirá fazendo resistência contra Israel até que todas as suas demandas sejam atendidas, afirmou o líder geral do grupo, Khaled Meshaal, nesta quinta-feira (28). Ele ressaltou ainda que o conflito mais recente na Faixa de Gaza foi apenas "um marco para atingir o nosso objetivo".

Veja fotos de Israel contra a Faixa de Gaza:

A afirmação foi feita pelo líder do grupo, classificado como terrorista por Israel, em entrevista coletiva em Doha, no Catar, onde ele vive exilado. "Você não pode conter a resistência, pois a resistência está em nossos pensamentos e em nossas almas (...) nossa resistência irá continuar até que todas as demandas sejam atendidas e estamos chegando mais perto da vitória e de al-Quds (Jerusalém)", afirmou.

"Isso não é o fim. Esse é apenas um marco para alcançar o nosso objetivo. Sabemos que Israel é forte e é ajudado pela comunidade internacional. Não iremos restringir nossos sonhos ou comprometer nossas exigências."

Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza com o objetivo declarado de conter os disparos de foguetes em direção ao país e destruir os túneis supostamente utilizados pelo Hamas, que não reconhece o direito de existir do Estado judaico, para adentrar o território israelense e realizar ataques.

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O Hamas também pediu que o Egito abra a fronteira de Rafah como um "gesto de irmandade". "As armas da resistência são sagradas e não aceitaremos que isso seja negociado", prosseguiu. "Nosso inimigo só se sente pressionado quando está sendo atacado. Com nossos foguetes chegando lá, eles foram obrigados a negociarem conosco."

Autoridades palestinas de Saúde dizem que 2.139 pessoas, a maioria delas civis, incluindo mais de 490 crianças, foram mortas no enclave desde o dia 8 de julho, quando Israel iniciou sua ofensiva. O número de mortos do Estado judaico é de 64 soldados e seis civis.

O acordo de cessar-fogo mediado pelo Egito passou a vigorar na noite de terça-feira (26). O pacto pede a suspensão por tempo indeterminado das hostilidades, a abertura imediata das fronteiras bloqueadas de Gaza com Israel e Egito e a ampliação da área de pesca do território no Mar Mediterrâneo.

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Israel disse que facilitaria o fluxo de suprimentos, de ajuda humanitária e de reconstrução para o empobrecido território, caso a trégua seja respeitada.

Militar abatido
Meshaal também falou sobre o atual estado de Mohammed Deif, militar do Hamas que, segundo o grupo, foi atacado pelas Forças de Defesa israelenses. Segundo ele, a condição do comandante militar é "boa".

As brigadas Izz-el-Din al-Qassamm, braço militar do Hamas, disseram à época que Israel havia errado seu alvo e que a mulher de Deif e seu filho de sete meses foram mortos no ataque.

Acreditava-se amplamente que Deif estava por trás do comando da campanha militar do grupo islâmico a partir de bunkers subterrâneos.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se negou a confirmar se Israel tentou matar Deif, mas disse que líderes militantes são alvos legítimos e que "ninguém está imune a ataques".

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