ONU acusa Síria de usar gás venenoso contra inimigos e diz que EI é criminoso

Por Reuters | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Relatório afirma que execuções em espaços públicos se tornaram comuns às sextas-feiras em áreas sírias e iraquianas

Reuters

A Organização das Nações Unidas (ONU) acusou, nesta quarta-feira (27), a Síria de usar gás cloro contra seus inimigos e voltou a criticar com veemência os insurgentes do Estado Islâmico de cometerem crimes de guerra em suas ações, incluindo amputações e execuções públicas, às vezes na presença de crianças. 

Veja fotos do grupo que tem espalhado o terror no Iraque e na Síria:

Membros do Exército feminino treinam habilidades de combate antes de combaterem o Estado Islâmico em acampamento militar no Iraque (18/09). Foto: ReutersMilitar curdo lança morteiros em direção Zummar, controlada pelo Estado Islâmico, em Mosul, Iraque (15/09). Foto: ReutersMilitantes do Estado Islâmico levam soldados iraquianos capturados depois de assumir base em Tikrit, Iraque (junho/2014). Foto: APObama prometeu ofensiva com ataques aéreos na Síria e no Iraque para combater EI (12/09). Foto: ReutersMilitares curdos em tanque enfrentam militantes do Estado islâmico em Mosul, Iraque (7/09). Foto: ReutersMilitante curdo dá cobertura durante confrontos do Estado Islâmico na linha de frente da vila de Buyuk Yeniga, Iraque (4/09). Foto: ReutersMilicianos xiitas do Iraque disparam suas armas enquanto celebram a quebra de cerco do Estado Islâmico em Amerli (1/09). Foto: ReutersGrupo carrega caixão de militante xiita iraquiano da Organização Badr, que foi morto em confrontos com militantes do Estado Islâmico no Iraque (1/09). Foto: ReutersCriança chora em helicóptero militar após ser retirada pelas forças iraquianas de Amerli, ao norte de Bagdá (29/08). Foto: ReutersCurdos e militantes islâmicos lutam no norte do Iraque (12/08). Foto: ReutersIraquianos carregam retratos do primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki enquanto se reúnem em apoio a ele em Bagdá, Iraque (11/08). Foto: ReutersMilhares de iraquianos fugiram com avanço de militantes do EI, inclusive integrantes de minorias religiosas (9/08). Foto: APTropas curdas implantam segurança intensa contra os militantes islâmicos do Estado em Khazer (8/08). Foto: ReutersTropas curdas patrulham em um tanque durante operação contra militantes do Estado Islâmico em Makhmur, nos arredores da província de Nínive, Iraque (7/08). Foto: ReutersParentes choram a morte de homem da YPG, morto durante confrontos com combatentes do Estado Islâmico na cidade iraquiana de  Rabia, na fronteira do Iraque-Síria (6/08). Foto: ReutersVoluntários xiitas do Exército iraquiano se recuperam em hospital após serem feridos em confrontos com militantes do Estado Islâmico em Basra, sudeste de Bagdá (6/08). Foto: ReutersMulher visita túmulo de um parente em cemitério durante as celebrações do Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã, em Bagdá (28/07). Foto: ReutersSoldado iraquiano perto de corpo de um membro do Estado Islâmico que morreu durante confrontos com forças iraquianas em Tikrit, Iraque (19/07). Foto: ReutersBandeira preta usada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante flamula de delegacia danificada em Mosul, norte do Iraque (1/7). Foto: APVoluntário xiita do Conselho Supremo Islâmico Iraquiano aponta arma durante treinamento em Najaf, Iraque (26/6). Foto: ReutersMembros das forças de segurança iraquianas tomam suas posições durante reforço de segurança no oeste de Bagdá, Iraque (24/6). Foto: ReutersXiitas iraquianos se preparam para patrulhar a aldeia de Taza Khormato, na rica província petrolífera de Kirkuk, no Iraque (22/6). Foto: APCombatentes xiitas levantam suas armas e entoam palavras de ordem após autoridades pedirem ajuda para conter os insurgentes em Sadr, em Bagdá, Iraque (17/06). Foto: APManifestantes gritam em favor do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em frente do governo provincial de Mosul (16/4). Foto: APCombatentes tribais xiitas mostram suas armas enquanto tomam parte de Dujail, ao norte de Bagdá, Iraque (16/06). Foto: ReutersCombatentes tribais xiitas levantam suas armas e gritam palavras de ordem contra sunita Exército Islâmico em Basra, Iraque (16/6). Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL mirando contra soldados à paisana depois de tomar base in Tikrit, Iraque. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque
. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

Os militantes sunitas, que estão buscando armas no Iraque, alteraram o equilíbrio de poder na Síria, consolidando seu controle sobre grandes áreas e estabelecendo a ordem pela imposição severa da sharia, a lei islâmica, afirmou a ONU em seu relatório mais recente.

"Execuções em espaços públicos se tornaram um acontecimento comum às sextas-feiras em Al Raqqa e em áreas controladas pelo Estado Islâmico na província de Aleppo (Síria)”, diz o relatório.

Leia mais:
Saiba de onde vem o dinheiro que financia o Estado Islâmico
EUA preparam opções militares para pressionar Estado Islâmico na Síria

“Crianças têm assistido às execuções, ocorridas na forma de decapitações ou tiros à queima roupa na cabeça… Os corpos são expostos publicamente, muitas vezes crucificados, durante até três dias, como alerta aos moradores.”

Os investigadores independentes expressaram profunda preocupação com os meninos que estão sendo forçados a se juntar às fileiras dos militantes em campos de treinamento na Síria que podem estar na mira de ataques aéreos dos Estados Unidos.

O presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu que “a justiça será feita” contra os membros do Estado Islâmico que mataram o jornalista norte-americano James Foley na semana passada, e seu país tenta identificar alvos em potencial para os ataques aéreos na Síria.

Leia também:
Chefe de direitos humanos da ONU condena crimes disseminados do Estado Islâmico
Estado Islâmico ocupa base aérea na Síria e centenas morrem

“Estamos cientes da presença de crianças em campos de treinamento. Acho que esta decisão dos EUA deve respeitar as leis de guerra. Estamos preocupados com a presença destas crianças”, disse o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da comissão de inquérito da ONU, em declaração à imprensa em Genebra.

“O Isis (sigla pela qual é conhecido o Estado Islâmico) representa um perigo real e imediato aos civis, especialmente a minorias sob seu controle na Síria e na região."

AP
Militantes do grupo cujo objetivo é a criação de um Estado em parte do Iraque e da Síria

Forças do governo sírio soltaram bombas de barril (recipientes repletos de explosivos e estilhaços) em áreas civis em oito ocasiões em abril – um crime de guerra pelas leis internacionais –, incluindo algumas que acredita-se que continham o venenoso gás cloro, afirmaram os investigadores no relatório recém-divulgado.

O documento, o oitavo da comissão de inquérito desde que ela foi montada exatamente três anos atrás, foi baseado em 480 entrevistas e provas documentais coletadas pela equipe, que tenta montar um caso para um futuro processo criminal.

Os investigadores reiteraram seu apelo para que o Conselho de Segurança da ONU encaminhe as violações na Síria ao promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI).

Leia tudo sobre: estado islâmicoeiil no iraqueonuisis no iraque

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas