Militares do Brasil chegam à Rússia para avaliar sistema de artilharia antiaérea

Por Agência Brasil | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Eles participarão de exercício de campo; acordo de cooperação entre os dois países na área de Defesa foi firmado já em 2008

Agência Brasil

O Ministério da Defesa enviou na terça (26) uma comitiva com nove oficiais da Marinha, do Exército e da Força Aérea para fazer avaliações complementares do sistema de artilharia antiaérea de média altura Pantsir-S1 em Moscou, Rússia.

Hoje: Mais soldados russos entram em cidade ucraniana, segundo Kiev

Reprodução/Força Aérea Brasileira
Pilotos treinam em base aérea da FAB

Rússia: Invasão de soldados russos no leste da Ucrânia foi um acidente

Segundo o ministério, eles vão participar de um exercício de campo das Forças Armadas russas e verificar os requisitos considerados essenciais para a sequência do processo de aquisição do equipamento, que começou em fevereiro de 2013 e inclui a transferência irrestrita de tecnologia.

Os militares irão à cidade de Tula, a 200 quilômetros de Moscou, para ver o sistema Pantsir-S1 em ação em um campo de provas.

O chefe da Chefia de Logística do Ministério da Defesa, brigadeiro Gérson Machado, vai comandar a comitiva.

"Temos de fazer a verificação de requisitos operacionais em um campo de provas, onde todos os procedimentos são controlados e podem ser analisados com precisão. Teremos acesso aos dados e à telemetria", explicou ele.

O grupo ficará nove dias na Rússia e neste período, obterá informações para elaboração do relatório que servirá de base para que o processo de aquisição de três sistemas Pantsir-S1 entre na fase contratual.

Na avaliação do brigadeiro, o cuidado com as observações se deve ao fato de que o acordo prevê a transferência irrestrita de tecnologia. "São muitas as variáveis a serem levadas em conta. Não se consegue analisar tudo em apenas um único teste", afirma Machado.

De acordo com o ministério, a aquisição dos sistemas Pantsir-S1 tem o objetivo de atender a demanda das Forças Armadas para ter um sistema de defesa antiaérea de média altura, que servirá para abater alvos que transitam a partir de 10 mil metros.

Quando entrarem em funcionamento, os sistemas devem proteger estruturas estratégicas militares e civis, entre elas usinas hidrelétricas e instalações nucleares. O emprego das baterias antiaéreas será de responsabilidade do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra).

A colaboração entre os dois países na área de Defesa começou em 2008, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnico-Militar. Em dezembro de 2012, a relação entre os dois países passou a ser regida pelo Plano de Ação da Parceira Estratégica, que prevê cooperação a longo prazo de interesse mútuo, nas parceiras industriais e na transferência de tecnologia.

Leia tudo sobre: russiafabexercitomoscoucomdabramachadoforca aerea brasileira

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas