Primeiro-ministro do país afirmou que, além de ter sido duramente atingido, Hamas não teve demandas atendidas

BBC

O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quarta-feira (27) que as sete semanas de ofensiva contra Gaza terminaram de forma "vitoriosa": "[O grupo palestino Hamas] foi duramente atingido e não teve nenhuma de suas demandas atendidas".

Veja fotos da ofensiva israelense na Faixa de Gaza:

Na véspera, quando uma trégua de longo prazo foi acordada, o Hamas também considerou isso uma vitória e promoveu uma comemoração nas ruas em Gaza. O conflito matou mais de 2,2 mil pessoas, a maioria delas palestinas.

Em entrevista coletiva transmitida nesta quarta pela TV, Netanyahu disse que promoverá uma resposta ainda mais dura ao Hamas no caso de qualquer "chuvisco" de foguetes disparados em Gaza contra o território israelense.

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Também nesta quarta-feira, o Programa Mundial de Alimentos da ONU disse que um de seus comboios entrou em Gaza pela primeira vez desde 2007, com mantimentos para alimentar cerca de 150 mil pessoas por cinco dias.

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Com o relaxamento das restrições, barcos de pesca também se aventuraram pelo litoral do território palestino. E milhares começaram a voltar para suas casas, enquanto engenheiros ainda enfrentam dificuldades para planejar os consertos das estruturas destruídas pelos ataques aéreos.

Segundo a ONU, mais de 17 mil edifícios foram destruídos ou seriamente danificados no território palestino e ao menos 475 mil pessoas deixaram suas casas - mais de um quarto da população local.

Em Israel, sirenes de alerta permaneceram em silêncio e militares afirmaram que não houve violações do cessar-fogo.

Trégua contínua
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, comemorou o fim das hostilidades, mas advertiu que só uma trégua contínua dará aos civis a chance de um futuro promissor. "Após 50 dias de profundo sofrimento humano e destruição física devastadora, qualquer violação do cessar-fogo seria absolutamente irresponsável", afirmou.

O acordo de cessar-fogo prevê o relaxamento dos controles de fronteira de Israel e Egito para permitir a entrada, em Gaza, de suprimentos humanitários e materiais de construção e para ampliar a área permitida para pesca.

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Os dois lados concordaram em debater temas polêmicos como a demanda palestina por um porto em Gaza e a libertação de prisioneiros do Hamas na Cisjordânia, além da exigência israelense pelo desarmamento de militantes em Gaza. Diálogos indiretos devem começar no Egito dentro de um mês.

A imprensa israelense divulgou que Netanyahu preferiu não colocar a proposta de trégua egípcia em votação por seu gabinete de segurança por conta da oposição de alguns ministros, que queriam manter a ofensiva em Gaza.

Os ataques foram iniciados no dia 8 de julho para impedir o lançamento de foguetes palestinos contra Israel.

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