Israel diz que ofensiva em Gaza foi vitoriosa

Por BBC |

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Primeiro-ministro do país afirmou que, além de ter sido duramente atingido, Hamas não teve demandas atendidas

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O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quarta-feira (27) que as sete semanas de ofensiva contra Gaza terminaram de forma "vitoriosa": "[O grupo palestino Hamas] foi duramente atingido e não teve nenhuma de suas demandas atendidas".

Veja fotos da ofensiva israelense na Faixa de Gaza:

Fumaça é vista após ataque aéreo israelense em Gaza (21/11). Foto: APHomem ferido em explosão de ônibus recebe atendimento em Tel Aviv (21/11). Foto: APParentes choram em Ramallah por morte de palestina que se feriu há três dias em protestos contra operações de Israel em Gaza (20/11). Foto: APSoldado israelense retira menina de local atingido por foguete lançado por militantes palestinos contra a cidade de Beer Sheva (20/11). Foto: AFPPalestino inspeciona casa destruída por bombardeio israelense em Khan Yunis, sul da Faixa de Gaza (20/11). Foto: AFPBombeiros palestinos tentam apagar fogo após ataque aéreo contra Banco Nacional Islâmico na Cidade de Gaza (20/11). Foto: AFPParentes de Rushdi Tamimi, que morreu dois dias depois de ser internado com ferimentos de combate em Nabi Saleh, choram em hospital de Ramallah (19/11). Foto: APManifestantes palestinos jogam pedras contra forças de segurança israelenses na Faixa de Gaza (19/11). Foto: ReutersParente do palestino Rushdi Tamimi, morto em decorrência de ferimentos durante confronto com forças israelenses em Nabi Saleh, chora em hospital de Ramallah (19/11). Foto: APFumaça e fogo são vistos de explosão em organização de mídia na Cidade de Gaza (19/11). Foto: APPoliciais da fronteira de Israel correm durante protesto em Nablus, Cisjordânia, contra a ofensiva em Gaza (19/11)
. Foto: APFogos de artifício são jogados contra forças de segurança de Israel no posto de controle de Qalandia durante protesto contra ofensiva na Faixa de Gaza (19/11). Foto: APPalestinos carregam corpos de membros da família Daloo durante funeral na Cidade de Gaza (19/11). Foto: APEquipes de resgate carregam corpo de criança da família Daloo retirado de casa destruída por ataque aéreo de Israel na Cidade de Gaza (18/11). Foto: APPalestino beija a mão e parente morto em necrotério do Hospital Shifa, na Cidade de Gaza (18/11). Foto: APPalestinos retiram corpo de criança de escombros de casa da família Daloo, atingida por ataque aéreo de Israel na Cidade de Gaza (18/11). Foto: APFerido é resgatado depois da casa de sua família desabar durante ataque de forças israelenses no bairro de Tufah, na Cidade de Gaza (18/11). Foto: APFumaça é vista após explosão na estação de TV local de Al-Aqsa na Cidade de Gaza (18/11). Foto: APFumaça sobe após ataque de forças israelenses contra Cidade de Gaza (18/11). Foto: APPalestino é visto em meio a destroços de casa destruída depois de ataque aéreo israelense no campo de refugiados de Jabaliya, norte da Faixa de Gaza (18/11). Foto: APMíssil israelense do Domo de Ferro é lançado perto da cidade de Be'er Sheva, sul de Israel, para interceptar foguete disparado da Faixa de Gaza (17/11). Foto: APMulher palestina é carregada por soldados israelenses durante protesto na cidade fronteiriça de Nablus (17/11). Foto: APImagem mostra momento em que bomba lançada por Israel explode no centro de Gaza (17/11). Foto: APExplosão e fumaça são vistas após ataque aéreo de Israel a Gaza (17/11). Foto: APSoldados israelenses trabalham em seus tanques em área perto da fronteira com a Faixa de Gaza (17/11). Foto: APFoguetes lançados por militantes palestinos em direção a Israel são vistos no céu sobre o norte da Faixa de Gaza (17/11). Foto: APHomem é visto em degraus de casa danificada por foguete lançado por palestinos da Faixa de Gaza em comunidade perto de Ashdod, sul de Israel (17/11). Foto: APTanques israelenses circulam perto da Faixa de Gaza e se preparam para possível ofensiva por terra contra palestinos (16/11). Foto: AFPAlvo palestino na Faixa de Gaza é atingido por bomba israelense (16/11). Foto: AFPMãe de criança palestina morta por disparo aéreo é consolada por familiares antes do funeral em Gaza (16/11). Foto: AFPPoliciais israelenses detêm palestino durante protesto contra os ataques a Gaza em Jerusalém (16/11). Foto: AFPSoldado israelense mira em palestinos que protestam contra ataques na Faixa de Gaza (16/11). Foto: AFPPalestinos carregam corpo de líder militar do Hama11, Ahmed Jabari, morto por Israel (15/11). Foto: APA família do jornalista da BBC Jehad Mashhrawi está entre as vítimas civis da recente onda de ataques entre Israel e a Faixa de Gaza (15/11). Foto: BBCIsrael lança sistema de interceptação, que identifica os foguetes direcionados para áreas povoadas (15/11). Foto: ReutersPalestinos tentam apagar fogo de carro onde estava Ahmed Jabari, alvo de ataque de Israel em Gaza (14/11). Foto: AFP

Na véspera, quando uma trégua de longo prazo foi acordada, o Hamas também considerou isso uma vitória e promoveu uma comemoração nas ruas em Gaza. O conflito matou mais de 2,2 mil pessoas, a maioria delas palestinas.

Em entrevista coletiva transmitida nesta quarta pela TV, Netanyahu disse que promoverá uma resposta ainda mais dura ao Hamas no caso de qualquer "chuvisco" de foguetes disparados em Gaza contra o território israelense.

Comida
Também nesta quarta-feira, o Programa Mundial de Alimentos da ONU disse que um de seus comboios entrou em Gaza pela primeira vez desde 2007, com mantimentos para alimentar cerca de 150 mil pessoas por cinco dias.

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Com o relaxamento das restrições, barcos de pesca também se aventuraram pelo litoral do território palestino. E milhares começaram a voltar para suas casas, enquanto engenheiros ainda enfrentam dificuldades para planejar os consertos das estruturas destruídas pelos ataques aéreos.

Segundo a ONU, mais de 17 mil edifícios foram destruídos ou seriamente danificados no território palestino e ao menos 475 mil pessoas deixaram suas casas - mais de um quarto da população local.

Em Israel, sirenes de alerta permaneceram em silêncio e militares afirmaram que não houve violações do cessar-fogo.

Trégua contínua
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, comemorou o fim das hostilidades, mas advertiu que só uma trégua contínua dará aos civis a chance de um futuro promissor. "Após 50 dias de profundo sofrimento humano e destruição física devastadora, qualquer violação do cessar-fogo seria absolutamente irresponsável", afirmou.

O acordo de cessar-fogo prevê o relaxamento dos controles de fronteira de Israel e Egito para permitir a entrada, em Gaza, de suprimentos humanitários e materiais de construção e para ampliar a área permitida para pesca.

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Os dois lados concordaram em debater temas polêmicos como a demanda palestina por um porto em Gaza e a libertação de prisioneiros do Hamas na Cisjordânia, além da exigência israelense pelo desarmamento de militantes em Gaza. Diálogos indiretos devem começar no Egito dentro de um mês.

A imprensa israelense divulgou que Netanyahu preferiu não colocar a proposta de trégua egípcia em votação por seu gabinete de segurança por conta da oposição de alguns ministros, que queriam manter a ofensiva em Gaza.

Os ataques foram iniciados no dia 8 de julho para impedir o lançamento de foguetes palestinos contra Israel.

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