Ex-braço direito de Pablo Escobar é libertado da prisão na Colômbia

Por iG São Paulo |

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Jhon Jairo Velásquez cumpriu 22 anos de prisão por dezenas de assassinatos ordenados pelo narcotraficante nos anos 1980

Um dos mais temidos assassinos de cartéis de droga da Colômbia foi libertado depois de cumprir 22 anos de prisão por dezenas de assassinatos ordenados pelo lendário narcotraficante Pablo Escobar nos anos 1980, auge do tráfico de cocaína no país, informou a polícia nesta quarta-feira (27).

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AP
Jhon Jairo Velásquez, que trabalhava para Pablo Escobar, dá seu testemunho enquanto segura livro durante julgamento em Bogotá, Colômbia (2006)


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Jhon Jairo Velásquez, conhecido pelo apelido "Popeye", foi solto na terça da prisão de alta segurança de Cómbita, no Estado de Boyacá, depois de completar cerca de três quintos de sua sentença e receber uma redução por estudar e apresentar um por bom comportamento. Ele deixou a prisão sob um forte aparato de segurança estatal.

Velásquez, de 52 anos, era o principal executor de Escobar durante a época mais sangrenta do infame Cartel de Medellín, que enviava bilhões de dólares de cocaína para os Estados Unidos e a Europa.

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O prolífico assassino, que admitiu ter matado centenas de inimigo de Escobar, esteve à frente de cruentas disputas por território e rotas de tráfico com outras gangues, e indiretamente ligado a milhares de assassinatos cometidos por matadores a soldo de Escobar.

Pertencente ao círculo íntimo de Escobar, Velásquez esteve supostamente envolvido em alguns dos mais famosos crimes do cartel – como o assassinato do candidato presidencial Luis Carlos Galán em 1989 e o atentado contra um avião da Avianca no final do mesmo ano, que matou todas as 107 pessoas a bordo.

Durante sua estadia na prisão, Velásquez forneceu provas que ajudaram a prender outros criminosos, incluindo um ex-senador condenado pelo envolvimento na morte de Galán.

Ironicamente, ter sido informante do governo faz Velásquez correr o risco de ser vítima do mesmo tipo de vingança que ele outrora executou em nome de Escobar.

"É muito triste que um assassino que cometeu tantos homicídios tenha sido condenado por um único crime", disse o general Carlos Mena, chefe da polícia rodoviária da Colômbia que, com um jovem oficial à época, ajudou autoridades norte-americanas a caçar Escobar, morto pela polícia em 1993.

Velasquez aproveitou seu tempo atrás das grades para estudar e buscar o perdão de suas vítimas. Ele também forneceu aos promotores com depoimentos que levaram à condenação de um ex-ministro da Justiça por envolvimento no assassinato de Galan.

Mas, mesmo enquanto buscasa se redimir por seus crimes, ele continuou a demonstrar admiração pelo ex-chefe.

"Se Pablo Escobar renascesse, eu o seguiria novamente sem nem pensar", disse ao jornal El Tiempo ano passado.

*Com Reuters e AP

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