Acordo interrompe guerra de sete semanas que matou mais de 2.200 e deixou dezenas de milhares de desabrigados na região

Israel e o Hamas concordaram sobre um novo cessar-fogo, interrompendo uma guerra de sete semanas que matou mais de 2.200, grande maioria deles palestinos, deixou dezenas de milhares de desabrigados em Gaza e devastou bairros inteiros no território.

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Palestino chora em rua coberta de escombros perto da casa de sua família no sul de Gaza
Reuters
Palestino chora em rua coberta de escombros perto da casa de sua família no sul de Gaza


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Hamas declarou vitória e rajadas de tiros de comemoração irromperam em toda Gaza, mas os termos do acordo ficou muito aquém da demanda do Hamas para "que se abram as fronteiras de Gaza a Israel e Egito."

Sob o acordo mediado pelo Egito está a facilitação das importações para Gaza por Israel, incluindo ajuda e material para a reconstrução da área. Documento também permite que os palestinos pesquem mais perto da costa.

Israelenses e palestinos chegaram a um acordo de cessar-fogo que está em vigor desde as 13h (horário de Brasília). Acordo foi mediado no Egito, informou um porta-voz do Hamas em Gaza nesta terça-feira (26).

Após anunciar o acordo, Israel concordou em abrir as fronteiras com a Faixa Gaza para liberar a entrada de ajuda humanitária e materiais de construção no enclave palestino, disse em comunicado o Ministério de Relações Exteriores do país.

Conversas indiretas entre Israel e palestinos sobre outras questões também serão retomadas.

"Conversas indiretas entre as duas partes sobre outras questões serão retomadas em um mês a partir do cessa-fogo", diz o comunicado.

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Ataques

Mais cedo Israel voltou a bombardear as construções mais altas da Faixa de Gaza, derrubando um prédio de apartamentos e escritórios com 13 andares e destruindo a maior parte de um edifício residencial de 16 andares, após ter alertados os moradores a deixarem o local.

Os militares israelenses se recusaram a comentar especificamente sobre os ataques que derrubaram a Torre Basha e danificaram o chamado Complexo Italiano, dizendo apenas ter atacado 15 "locais de terrorismo", incluindo alguns em prédios que abrigavam centros de controle e comando do Hamas.

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O Hamas, grupo militante que domina a Faixa de Gaza, acusou Israel de um "ato sem precedentes de vingança contra civis", com o objetivo de dissuadir os palestinos de apoiar o movimento islamista.

Um representante do Hamas, Osama Hamdan, disse que o Egito propôs um novo cessar-fogo e aguarda a resposta de Israel, após a derrocada de uma trégua de cinco dias e o insucesso das negociações indiretas entre israelenses e palestinos no Cairo há uma semana.

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Preso a uma guerra que já dura sete semanas e prometendo interromper o lançamento de foguetes a partir do enclave, Israel começou a atacar os três edifícios mais altos de Gaza no sábado, quando derrubou a torre Al Zafer, de 13 andares.

Nenhuma morte foi registrada nesses ataques, que foram precedidos por mísseis não-explosivos de alerta que forçaram os moradores a fugir. Vinte pessoas ficaram feridas no ataque ao prédio Complexo Italiano, e duas outras morreram em ataques israelense a outras localidades da Faixa de Gaza, disseram autoridades médicas.

Foguetes palestinos danificaram uma casa na cidade costeira de Ashkelon, no sul de Israel, ferindo levemente 10 pessoas, disse a polícia. Outro foguete foi interceptado sobre a região de Tel Aviv, afirmou uma porta-voz do Exército.

*Com Reuters e AP

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