Foto de criança imitando decapitação de jornalista em boneco choca britânicos

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Imagem de criança vestida como o algoz do americano James Foley gerou questionamento sobre a vulnerabilidade na internet

Reprodução/Youtube
Descalço e usando balaclava preta, criança encena o assassinato do jornalista americano James Foley por decapitação

Criança mascarada "encenou" o assassinato do jornalista americano James Foley em fotos divulgadas nas redes sociais na semana passada. As informações são do Daily Mail.

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As imagens foram publicadas por um simpatizante do grupo terrorista Estado Islâmico sob a legenda "Ensine seus filhos a cortar pescoços, amanhã haverá um monte de cabeças podres" no Twitter.

Junto com as fotografias, que também mostram a boneca depois de ter sido "degolada", a conta "Tempo para o Califado" divulgou ainda mais fotos do assassinato do jornalista dos EUA aos seus 3.500 seguidores.

As imagens foram postadas em meio a crescente preocupação sobre a vulnerabilidade das crianças e jovens na internet, que podem ser alvos d​a radicalização religiosa por meio das mídias sociais. Empresas como o Twitter e o YouTube tentam travar a propagação de propagandas extremistas.

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Em uma das fotos, a criança segura a boneca pelos cabelos na frente da bandeira preta que se tornou símbolo do grupo terrorista. Na segunda imagem, boneco aparece decapitado no chão com o que parece ser sangue falso sobre ele.

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Recrutamento 

Reprodução/Youtube
A segunda foto mostra boneca decapitada e com manchas do que parece ser sangue falso; imagem lembra morte de jornalista americano

No início deste mês, o primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, condenou imagens que circularam de um garoto - supostamente filho de um terrorista australiano na Síria - aparentemente segurando a cabeça decepada de um homem.

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Jihadistas britânicos têm utilizado ferramentas de comunicação do cotidiano dos adolescentes, incluindo aplicativos de smartphones, sites de perguntas e programas de rádio, para persuadir crianças e jovens a se juntar a eles.

O ex-aluno Reyaad Khan, 20, de Cardiff, fez manchetes quando apareceu em um vídeo de recrutamento do Estado Islâmico. Seu caso foi particularmente preocupante quando testemunhas disseram lembrar do jovem como um aluno estudioso e talentoso que até recentemente tinha opiniões moderadas e se misturava com povos de todas as origens. Em uma certa ocasião, ele disse querer ser o primeiro asiático a conquistar o cargo de premiê da Grã-Bretanha.

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O professor Nicholas O'Shaughnessy da Queen Mary University of London, que estudou comunicações islâmicos e escreveu o livro Política e Propaganda: Armas para a sedução em Massa - em tradução livre- , disse ao MailOnline acreditar que as imagens não foram destinadas para corromper crianças e jovens.

"As imagens envolvem uma criança e, portanto, deliberadamente invoca a idéia de contaminação da inocência. É uma forma de explorar a imagem original da morte de uma maneira nova e criativa".

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E acrescentou: "É tão absolutamente doente que garante visibilidade global: o abuso de crianças, puro e simples, deixa todas as outras coisas em segundo plano, quando compete por nossa atenção."

As fotos foram publicadas na sexta-feira depois de o Twitter e o YouTube prometer controlar a propaganda jihadista em contas de seus usuários. Várias imagens macabras foram retiradas do ar tão rapidamente quanto foram lançadas na rede, enquanto jihadistas migram para outras redes sociais menos conhecidas.

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Um porta-voz do Twitter disse ao MailOnline que "Nós não comentamos contas individuais, por razões de privacidade e de segurança."

Militantes Estado Islâmico varreram grandes regiões do Iraque e Síria comprometendo-se a estabelecer um "califado" que iria promulgar a interpretação severa da lei Sharia. Os extremistas têm caçado minorias religiosas, que incluem cristãos e o pouco conhecido grupo Yazidi, e levaram cidades inteiras ao colapso, matando milhares de pessoas.

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