Entraram no país 90 caminhões russos sem a devida permissão de Kiev, mas chefe de segurança nacional diz que não atacará

Reuters

Autoridades ucranianas disseram nesta sexta-feira (22) que 90 caminhões de um comboio russo de ajuda humanitária entraram na Ucrânia sem permissão, e o chefe de segurança nacional ucraniano afirmou que o fato representa uma "invasão direta" pela Rússia.

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Caminhões de comboio russo com ajuda humanitária segue na direção da fronteira com a Ucrânia, perto da cidade de Donetsk
Reuters
Caminhões de comboio russo com ajuda humanitária segue na direção da fronteira com a Ucrânia, perto da cidade de Donetsk


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"Eles entraram na Ucrânia sem autorização ou participação da Cruz Vermelha Internacional ou dos guardas de fronteira (ucranianos)", disse o porta-voz militar Andriy Lysenko a jornalistas.

"Consideramos isso uma invasão direta da Ucrânia pela Rússia", disse o chefe de segurança nacional ucraniano, Valentyn Nalivaychenko, em uma declaração separada a jornalistas.

Ainda assim, a Ucrânia afirmou qie não vai atacar o comboio e quer evitar qualquer "provocação", disse o chefe de segurança nacional ucraniano, Valentyn Nalivaychenko, nesta sexta-feira.

"A Ucrânia vai coordenador com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha para que nós, Ucrânia, não estejamos envolvidos em (acusações de) provocações de que nós estamos impedindo ou usando força contra os veículos da chamada ajuda", disse ele a jornalistas.

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Questionado se a Ucrânia poderia usar ataques aéreos contra o comboio de caminhões que está dentro de território ucraniano controlado pelos rebeldes separatistas, Nalivaychenko disse: "Contra eles, não".

Pedido para a Rússia

Na quarta, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, disse que vai pedir ao presidente russo, Vladimir Putin, que tome medidas pela retirada dos separatistas pró-Rússia quando os dois líderes se reunirem na semana que vem, informou o site da Presidência ucraniana.

Poroshenko tem encontro marcado com Putin em Minsk, capital de Belarus, em 26 de agosto, em uma reunião que também contará com as presenças de líderes da União Europeia e da União Aduaneira liderada pela Rússia.

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Apesar de não ter mencionado Putin pelo nome, Poroshenko disse ao site da Presidência que a Ucrânia "vai pedir pela retirada dos combatentes (rebeldes) da Ucrânia".

O governo de Poroshenko, apoiado pelo Ocidente, acusa a Rússia de orquestrar a revolta separatista no leste da Ucrânia, em que mais de 2.000 pessoas foram mortas, e de armar os rebeldes. Moscou nega.

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