Muçulmanos britânicos culpam visão deturpada da jihad por vídeo de decapitação

Por Reuters |

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Conselheiro do Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha diz que jovens são seduzidos por ideologia radical de grupos militantes

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Um líder muçulmano da Grã-Bretanha pediu a adoção de ações para lidar com a subcultura jihadista depois da revelação de um vídeo do Estado Islâmico mostrando um suposto britânico decapitando o jornalista norte-americano James Foley mantido refém na Síria.

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AP
O jornalista americano James Foley posa para foto em Boston, EUA (2011)


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Em Washington, o secretário de Justiça, Eric Holder, afirmou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal sobre a morte de Foley. O vídeo exibe um homem mascarado falando inglês com sotaque britânico.

Enquanto autoridades ocidentais tentam identificar o homem, o Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha repudiou o "assassinato abominável" de Foley, e um de seus conselheiros pediu para que qualquer um que saiba quem é o assassino para entrar em contato com a polícia.

O vídeo chocante circulou do Ocidente até Bagdá, onde os iraquianos perguntaram por que os EUA e seus aliados não reprimiram os combatentes do Estado Islâmico muito antes de o grupo capturar vastas porções da Síria e do Iraque.

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Foley, de 40 anos, foi decapitado por um militante no vídeo que surgiu na Internet na terça-feira, e as autoridades de Washington revelaram que forças especiais dos EUA tentaram sem sucesso resgatá-lo, assim como outros reféns norte-americanos, no início do verão do hemisfério norte.

Assista ao vídeo da decapitação do jornalista americano:

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A troca de tiros entre as forças dos EUA e combatentes do Estado Islâmico durante a tentativa de resgate parece ter sido o primeiro conflito direto entre os dois lados.

Muçulmanos

O vídeo causou horror principalmente na Grã-Bretanha, lar de cerca de 2,7 milhões de muçulmanos, e as centenas de britânicos que lutam ao lado dos militantes na Síria e no Iraque já despertaram preocupações durante algum tempo.

O conselheiro do Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha, Iqbal Sacranie, disse que os britânicos das comunidades de todo o país têm que impedir que os jovens sejam seduzidos por ideologias radicais.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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"Esta subcultura de 'jihadismo-bacana', como é chamado pelo mídia, à margem da sociedade. Este é o verdadeiro desafio", afirmou ele à rádio BBC. "Este é um problema que afeta a todos nós, e só será abordada de maneira mais eficaz se todos nós trabalharmos juntos nisso."

Sacranie disse que a comunidade muçulmana está disseminando a mensagem de que "isso não tem nada a ver com o islamismo" e que as famílias estão procurando as autoridades quando descobrem que seus filhos foram ao Oriente Médio para lutar.

Ele ainda afirmou ao jornal londrino Evening Standard que qualquer um que reconheça o homem no vídeo tem o dever de alertar a polícia.

Jornal The Guardian disse que um ex-refém identificou o mascarado como líder de três britânicos que vigiam reféns estrangeiros na cidade de Raqqa, reduto do Estado Islâmico no leste sírio.

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O primeiro-ministro britânico, David Cameron, descartou enviar tropas para reforçar o envolvimento militar do seu país no Iraque, até agora limitado à entrega de suprimentos a forças curdas que combatem os militantes e ao uso de caças para missões de vigilância.

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