Vítimas estavam com as cabeças cobertas ao serem mortas por atiradores mascarados diante de uma multidão de muçulmanos

Reuters

Militantes do Hamas mataram sete palestinos suspeitos de colaborar com Israel em uma execução pública em praça no centro da Cidade de Gaza nesta sexta-feira (22), disseram testemunhas e a página do Hamas na Internet.

Ontem: Ataque aéreo israelense mata três comandantes do Hamas em Gaza

Militantes do Hamas vendam palestino suspeito de colaborar com Israel antes de executá-lo na Cidade de Gaza
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Militantes do Hamas vendam palestino suspeito de colaborar com Israel antes de executá-lo na Cidade de Gaza


Quarta:  Guerra em Gaza é retomada e Hamas diz que Israel tentou matar chefe militar

As vítimas, com as cabeças cobertas e mãos amarradas, foram mortas por atiradores mascarados vestidos de preto diante de uma multidão de muçulmanos que deixavam uma mesquita após a realização de preces, disseram o Al-Majd, site do Hamas, e testemunhas.

Outras 11 pessoas suspeitas de colaborar com Israel foram mortas por atiradores em uma delegacia abandonada em Gaza também nesta sexta, disseram autoridades de segurança do Hamas.

Baixas do Hamas

Terça: Israel volta a atacar Gaza após foguetes atingirem o sul do país

Israel matou três importantes comandantes do Hamas em um ataque aéreo na Faixa de Gaza na quinta-feira (21), no mais claro sinal até o momento da intenção israelense de eliminar a liderança militar do grupo após a tentativa fracassada de matar o principal chefe do braço armado dos militantes nesta semana.

O Hamas, que controla Gaza, identificou os homens como Mohammed Abu Shammala, Raed al-Attar e Mohammed Barhoum, e disse que eles foram mortos no bombardeio a uma casa na cidade de Rafah, no sul. Os três foram descritos como importantes figuras militares do Hamas.

Dia 18: Número de palestinos mortos no conflito em Gaza ultrapassa 2 mil

O Exército de Israel e o Shin Bet, serviço secreto interno, confirmaram que dois dos homens foram atingidos, nas baixas mais importantes de líderes do Hamas desde o início da ofensiva militar de Israel em Gaza, em 8 de julho.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiou os serviços de emergência e disse, em comunicado, que os líderes do Hamas "planejaram ataques mortais contra civis israelenses".

Após seis semanas de conflito, em que mais de 2.000 palestinos foram mortos, na maioria civis, os ataques de Israel depois que um cessar-fogo de 10 dias chegou ao fim na terça-feira parecem ter tido foco no braço armado do Hamas,

Na terça-feira, a Força Aérea de Israel bombardeou uma casa no norte de Gaza na tentativa, segundo o Hamas, de matar Mohammed Deif, principal comandante militar do grupo. A mulher de Deif e o filho de sete meses morreram, mas Deif escapou, disse o Hamas. 

Dia 15: Hamas acusa Israel de violar trégua na Faixa de Gaza

Após seis semanas de conflito, em que mais de 2 mil palestinos foram mortos, na maioria civis, os ataques de Israel depois que um cessar-fogo de 10 dias chegou ao fim na terça-feira parecem ter tido foco no braço armado do Hamas,

Na terça-feira, a Força Aérea de Israel bombardeou uma casa no norte de Gaza na tentativa, segundo o Hamas, de matar Mohammed Deif, principal comandante militar do grupo. A mulher de Deif e o filho de sete meses morreram, mas Deif escapou, disse o Hamas.

Após os ataques aéreos desta quinta-feira, centenas de palestinos se reuniram no sul de Gaza pedindo por revanche.

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