Testemunhas disseram que o número de mortos no ataque seria maior, mas não foi possível verificar os relatos imediatamente

Ao menos 68 pessoas foram mortas quando uma milícia xiita abriu fogo dentro de uma mesquita sunita iraquiana na província de Diyala, leste do país, nesta sexta-feira (22), de acordo com funcionário de um necrotério local.

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Iraquianos disparam para o ar durante cortejo fúnebre de um sunita em Bagdá, Iraque (2009)
AP
Iraquianos disparam para o ar durante cortejo fúnebre de um sunita em Bagdá, Iraque (2009)


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A violência sectária pode prejudicar os esforços do novo primeiro-ministro do Iraque, o xiita moderado Haider al-Abadi, formar um novo governo que possa unir os iraquianos na luta contra o grupo Estado Islâmico, formado por militantes sunitas que assumiram o controle de grandes áreas no norte do país.

Ambulâncias transportaram os corpos da cidade de Baquba, principal cidade de Diyala, onde milícias xiitas treinadas pelo Irã são poderosas e agem impunemente.

Ataques a mesquitas são atos de grande sensibilidade no Iraque, e no passado levaram a uma série de contra-ataques e vinganças. A violência no país do Oriente Médio voltou ao nível de 2006/2007, auge de uma guerra civil sectária.

Em julho, milícias xiitas iraquianas executaram 15 muçulmanos sunitas e penduraram seus corpos em postes de eletricidade numa praça pública da cidade de Baquba, segundo a polícia.

Autoridades policiais de Diyala disseram à Reuters ter fornecido às milícias xiitas os nomes de suspeitos de integrar o Estado Islâmico, para que fossem localizados e executados.

*Com Reuters

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