Venezuela vai criar sistema de identificação para conter contrabando alimentício

Por Reuters |

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Críticos dizem que a escassez é sinal de que políticas socialistas implementadas pelo falecido Hugo Chávez estão fracassando

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou a criação de um sistema de identificação digital em estabelecimentos comerciais que vendem alimentos para limitar o contrabando de produtos subsidiados pelo governo para países vizinhos.

2013: Estado venezuelano estuda sistema para limitar compra de alimentos

AP
O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, durante cerimônia no Palácio presidencial de Miraflores em Caracas, Venezuela (7/08)


Crise: Longas filas e prateleiras vazias refletem escassez de alimentos na Venezuela

O sistema, anunciado no final da quarta-feira, pretende amenizar a carência crônica de produtos, que vão do óleo de cozinha ao papel higiênico, ao evitar que os compradores adquiram grandes quantidades dos mesmos bens de consumo.

"Criaremos um sistema biométrico em toda a cadeia de distribuição e varejo, pública e privada", disse Maduro em um pronunciamento televisionado, no qual também anunciou várias comissões anticontrabando.

Maduro não disse se o sistema será implantado em todo o país ou somente em Estados fronteiriços.

O controle de preços e os subsídios pesados permitem aos venezuelanos comprar produtos alimentícios, levá-los de carro até a fronteira com a Colômbia e revendê-los com uma boa margem de lucro.

Também surgiram mercados negros dentro da Venezuela, nos quais vendedores informais revendem produtos escassos com preços bem maiores.

A medida amplia um sistema anterior, criado no início deste ano, para limitar compras em supermercados estatais por meio de leitores de impressão digital e um cartão "Suprimento de Alimento Garantido", criticado por lembrar os cartões de racionamento de Cuba.

Na semana passada, a Venezuela anunciou estar fechando a fronteira com a Colômbia para evitar o contrabando de alimentos e gasolina. O gigantesco subsídio aos combustíveis no país permite aos motoristas comprar mais de 200 galões da gasolina pelo equivalente a um dólar norte-americano.

Maduro afirmou que a escassez de produtos, que cria longas filas e às vezes causa desabastecimento, é resultado do contrabando, que desvia pelo menos 40% da comida e dos remédios para outros países.

Críticos insistem que a escassez é sinal de que as políticas socialistas implementadas pelo falecido presidente Hugo Chávez estão fracassando.

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