Estado Islâmico pediu o equivalente a 297 milhões de reais pela liberdade de James Foley, segundo o porta-voz do GlobalPost

Sequestradores do jornalista James Foley fixaram inicialmente o resgate do americano em 132,5 milhões dólares americanos, o equivalente a 297 milhões de reais, de acordo com o porta-voz do GlobalPost, Richard Byrne. Foley era freelancer do jornal.

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Jornalista americano James Foley, à esq., chega com o repórter Clare Gillis (não retratado) após ser liberado pelo governo líbio, no hotel Rixos, em Tripoli (2011)
Reuters
Jornalista americano James Foley, à esq., chega com o repórter Clare Gillis (não retratado) após ser liberado pelo governo líbio, no hotel Rixos, em Tripoli (2011)


Obama: Estado Islâmico é câncer e EUA farão tudo para proteger seu povo

Anteriormente, Philip Balboni, presidente e executivo-chefe do GlobalPost, disse ao Wall Street Journal que os sequestradores fizeram exigências também à família de Foley, segundo informou a CNN.

Balboni se recusou a falar sobre a resposta do jornal quanto ao pedido do Estado Islâmico, dizendo que esse tipo de comunicado à imprensa deveria ser feito pelas autoridades governamentais competentes, noticiou o jornal nesta quinta-feira (21).

O grupo extremista islâmico, que controla grandes áreas da Síria e do Iraque, publicou um vídeo na terça mostrando a decapitação do jornalista. Foley, 40, era de New Hampshire, EUA.

Em seu discurso, militante que aparece no vídeo vincula o assassinato à intervenção dos EUA no Iraque contra o grupo terrorista. O algoz se refere a si mesmo como o Estado Islâmico. Ele diz que o destino de outro jornalista americano mostrado na filmagem, provavelmente Steven Sotloff, dependerá da próxima ação do presidente dos EUA, Barack Obama.

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Mas a ameaça tem surtido pouco efeito na redução das operações militares no Iraque, enquanto aviões de guerra americanos dão continuidade aos ataques aéreos contra alvos extremistas.

Chamando o EI de um "câncer", Obama afirmou na quarta-feira que os Estados Unidos "continuarão a enfrentar esse terrorismo odioso e substituí-lo por um sentimento de esperança e civilidade."

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"Não vamos esquecer o que aconteceu e as pessoas serão responsabilizadas, de uma forma ou de outra", disse o procurador geral dos EUA, Eric Holder, nesta quinta em Washington.

Resgate

Forças lideradas pelos Estados Unidos tentaram resgatar Foley e outros reféns norte-americanos durante uma missão secreta na Síria e chegaram a trocar tiros com militantes do Estado Islâmico, apenas para descobrir que os cativos não estavam lá, disseram autoridades.

A missão, autorizada pelo presidente Barack Obama, baseava-se em inteligência coletada pelos EUA, e aconteceu no meio do ano, disseram autoridades. Os detalhes foram revelados um dia após a divulgação de um vídeo que mostrava a decapitação de Foley.

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O governo da Síria negou nesta quinta que tal operação tenha acontecido em seu território, embora não tenha controle em grandes áreas nas quais o Estado Islâmico opera. Autoridades dos EUA não disseram exatamente quando a operação aconteceu, mas acrescentaram que não ocorreu nas últimas duas semanas.

Eles disseram que as forças especiais dos EUA e outros militares, apoiadores por helicópteros e aviões, chegaram a uma zona na Síria e travaram batalha contra militantes do Estado Islâmico, os quais diversos foram mortos.

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O incidente pareceu ser o primeiro confronto direto entre os EUA e os militantes islâmicos, vistos por Obama como uma crescente ameaça no Oriente Médio. Lisa Monaco, principal assessora antiterrorismo de Obama, disse em um comunicado que o presidente autorizou a missão porque houve uma avaliação da equipe de segurança nacional de que os reféns estavam em perigo a cada dia.

"O governo dos EUA teve o que se acreditou como inteligência suficiente, e quando a oportunidade se apresentou, o presidente autorizou o Departamento de Defesa a mover-se agressivamente para recuperar nossos cidadãos. Infelizmente, essa missão não foi bem-sucedida porque os reféns não estavam presentes", disse Monaco.

O Conselho de Segurança Nacional disse, na noite de quarta-feira, que nunca teve a intenção de revelar a operação.

"Só viemos a público hoje quando ficou claro que diversos veículos de mídia estava preparando reportagens sobre a operação, e que não teríamos escolha a não ser reconhecê-la."

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O governo da Síria negou os relatos da operação.

"Não aconteceu de aviões de guerra norte-americanos terem atacados posições terroristas na Síria, e isso não acontecerá sem o consentimento do governo sírio”, disse o ministro da Informação do país, Omran Zoabi, em comentários publicados na agência síria Sana.

Entre os reféns buscados pela missão estava Steven Sotloff, jornalista norte-americano que foi ameaçado de decapitação no mesmo vídeo que mostrou a execução de Foley. Diversos outros reféns também foram buscados, disse uma autoridade sênior.

*Com CNN e Reuters

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