Restos mortais de 15 malaios mortos quando avião da Malaysia Airlines foi abatido sobre a Ucrânia devem chegar na sexta (22)

Restos mortais de ao menos 15 malaios mortos quando avião da Malaysia Airlines foi abatido sobre a Ucrânia será devolvido ao país esta semana e serão os primeiros a voltarem para casa, disse ministro da Defesa do país.

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Premiê malaio Najib Razak, à dir., aperta a mão do premiê holandês Mark Rutte, à esq., em sua chegada a Haia (julho/2014)
AP
Premiê malaio Najib Razak, à dir., aperta a mão do premiê holandês Mark Rutte, à esq., em sua chegada a Haia (julho/2014)


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Todos os 298 passageiros a bordo morreram quando o voo MH17 da Malaysia Airlines foi abatido no dia 17 de julho. O avião seguia para Kuala Lumpur a partir de Amsterdam e caiu sobre uma área da Ucrânia oriental controlada por separatistas pró-Rússia. As vítimas incluem 43 malaios e 195 cidadãos holandeses.

Com os combates entre rebeldes e forças do governo ucraniano em curso perto do local do acidente, os restos mortais das vítimas foram recolhidos e enviados para a Holanda para identificação.

O ministro da Defesa da Malásia, Hishammuddin Hussein, disse na terça-feira (19) que 28 vítimas da Malásia haviam sido identificadas até agora, incluindo 15 passageiros e 13 tripulantes.

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Restos mortais de pelo menos 15 malaios e de um cidadão holandês casado com uma malaia chegarão a Kuala Lumpur na sexta-feira (22), disse Hishammuddin em uma coletiva. O governo decretou luto nacional na sexta.

Hishammuddin disse que a Malásia não compete com a Holanda em termos de como os corpos serão recebidos. A Holanda fez um minuto de silêncio e realizou cerimônias solenes quando os restos mortais das vítimas chegaram ao país no mês passado. Autoridades holandesas disseram na semana passada que haviam identificado 127 corpos de vítimas no total.

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Separatistas têm sido acusados de disparar míssil que abateu o Boeing 777, mas negaram publicamente a responsabilidade pela tragédia. A Holanda e outros países iniciaram investigações para analisar o caso.

A Malaysia Airlines foi atingida por duas grandes catástrofes este ano, problemas somados à sua crise financeira de longa data. Em março, o voo 370 que seguia de de Kuala Lumpur para Pequim desapareceu com 239 pessoas a bordo. A aeronave ainda não foi encontrada, apesar de uma busca exaustiva ter entrado em curso no sul do oceano Índico, onde o voo pode ter caído.

*Com AP

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