Comboio russo de ajuda humanitária atravessa posto de fronteira rumo à Ucrânia

Por Reuters |

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Caminhões ficaram retidos na fronteira entre os dois países por quase uma semana devido às preocupações do governo de Kiev

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Os primeiros caminhões de um comboio russo de ajuda humanitária atravessaram nesta quinta-feira (21) um posto de fronteira e seguiram rumo à Ucrânia, disse um repórter da Reuters no local.

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Esses caminhões se dirigiram à zona neutra entre os postos de fronteira russo e ucraniano e não ficou imediatamente claro se os veículos ingressaram em território da Ucrânia ou pararam no posto de controle ucraniano.

Comboio ficou retido na fronteira entre os dois países por quase uma semana devido às preocupações do governo de Kiev de que poderia ter como objetivo velado infiltrar suprimentos militares destinados a separatistas.

Moscou negou as acusações e disse estar disposta a ajudar a aliviar o desastre humanitário na região.

Violência

Forças ucranianas travaram batalhas de rua com separatistas na cidade de Ilovaisk, no leste do país, durante a madrugada de quarta, buscando isolar as posições rebeldes perto da fronteira com a Rússia, disse um representante do Ministério do Interior.

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Nove combatentes voluntários que apoiavam as forças de Kiev foram mortos nos combates de Ilovaisk, que fica parcialmente na estrada que vai de Donetsk, principal cidade da região, à fronteira com a Rússia, disse o funcionário do ministério, Anton Gerashchenko.

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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Separadamente, autoridades de saúde disseram que 34 civis foram mortos como resultado dos combates nas 24 horas de combate até o meio-dia (horário local) na região de Donetsk, uma das duas grandes províncias do leste industrial da Ucrânia.

Autoridades locais na cidade de Luhansk disseram que a cidade foi abalada pelos ataques de artilharia e disparos de armas automáticas na quarta-feira, à medida que forças do governo mantiveram seu avanço contra os rebeldes que ocupam os principais prédios municipais desde abril, quando irrompeu a rebelião separatista.

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Luhansk tem sido isolada há semanas e está sem água e fornecimento regular de eletricidade, prejudicando as conexões telefônicas fixas e móveis. Apenas itens vitais de alimentação estão à venda, ao passo que são formadas filas para pegar pão, distribuído por vans de turismo.

“A crise humanitária é crítica. Já que não há eletricidade, as pessoas agora cozinham suas refeições no quintal, em fogueiras”, disse Oleksander Sabenko, um representante municipal, ao canal ucraniano de notícias 112.ua.

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Assim como a piora das condições para as pessoas nos locais, o primeiro-ministro Arseny Yatseniuk disse que os combates estão acabando com o potencial da economia a cada dia, afetando minas, estações de energia, ferrovias e pontes.

“A Rússia está ciente de que a reconstrução de Donbass (o leste industrial) não custará milhões, mas sim bilhões”, disse.

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No entanto, as forças do governo têm ganhando vantagem após quatro meses de lutas para conter as rebeliões no leste, onde a população fala russo, e estão firmemente apertando o cerco contra os rebeldes nos dois grandes bastiões de Donetsk e Luhansk.

O governo em Kiev e seus aliados ocidentais acusam Moscou de orquestrar a rebelião e de armar os separatistas com tanques, mísseis e outros armamentos pesados. Moscou nega.

A ONU estima que 2.086 pessoas, incluindo civis e combatentes, tenham morrido no conflito. O número quase dobrou desde o começo de julho, quando forças ucranianas aceleraram sua ofensiva e os combates começaram em áreas urbanas.

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