Principal líder religioso saudita condena atuação de grupo militante sunita

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Grão-mufti da Arábia Saudita, xeique Abdulaziz Al al-Sheikh, diz que o Estado Islâmico e Al-Qaeda são inimigos número 1 do islã

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O grão-mufti da Arábia Saudita, xeique Abdulaziz Al al-Sheikh, a mais alta autoridade religiosa do país, disse nesta terça-feira (19) que o grupo militante Estado Islâmico e a rede Al-Qaeda são o "inimigo número 1 do islã", e de forma alguma fazem parte da fé muçulmana.

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Seguidor do grupo xiita Houthi participa de um encontro anti-governo em Arhab, ao norte da capital do Iêmen, Sanaa (17/08)


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Embora o mufti e outros destacados clérigos sauditas tenham anteriormente condenado o Estado Islâmico, a Al-Qaeda e outros grupos radicais, o momento da divulgação do comunicado do xeique é significativo, considerando os avanços desses militantes no Iraque.

"As ideias e o terrorismo de extremistas e militantes, que espalham a decadência na Terra, destruindo a civilização humana, não são de modo algum parte do islã, mas, sim, o inimigo número 1 do islã, e os muçulmanos são suas primeiras vítimas", disse ele num comunicado divulgado pela agência oficial saudita de notícias SPA.

Em seguida, o líder religioso comparou esses grupos ao movimento dos kharijitas, nos primórdios da religião muçulmana, que assassinou o genro do profeta Maomé, Ali, por ter feito acordos com uma seita islâmica rival, e que é considerado herege pela maioria das seitas muçulmanas que se firmaram depois.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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A Arábia Saudita segue a ultraconservadora vertente wahabi, do islamismo sunita. O país considera os militantes islamitas que promoveram ataques no reino uma década atrás como uma ameaça à sua estabilidade.

Embora clérigos do alto escalão wahabita endossem a execução por decapitação em casos de delitos como apostasia, adultério e feitiçaria, se oponham a que as mulheres dirijam veículos e definam os xiitas como hereges, eles divergem da Al-Qaeda e dos militantes do Estado Islâmico quanto à promoção de revoltas violentas.

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A Arábia Saudita tem sido um dos principais aliados dos rebeldes que combatem o presidente sírio, Bashar al-Assad, mas vem mandando dinheiro e armas para outros grupos islâmicos, e não para a Al-Qaeda e o Estado Islâmico. Estima-se que milhares de sauditas tenham ido para a Síria lutar ao lado de grupos rebeldes, incluindo os de cunho islamista.

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