Policiais matam a tiros outro jovem negro no Estado de Missouri, nos EUA

Por iG São Paulo |

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Morte ocorreu a cerca de cinco quilômetros do local onde outro jovem negro foi morto por um policial branco

Reuters
Novo capitão da polícia do Missouri, Ron Johnson conversa com manifestantes, na quinta-feira


Agentes da Policía de St.Louis, em Missouri (EUA), mataram a tiros, nesta terça-feira (19), um jovem negro, de 23 anos, que caminhava em direção aos agentes com uma faca. De acordo com as autoridades policiais, o jovem afrodescendente teria supostamente furtado comidas e bebidas de uma loja de conveniência.

A morte ocorreu depois que a polícia chegou ao local, após ser acionada pelo dono da loja. Durante a abordagem dos agentes, o suposto jovem suspeito mostrou uma faca. Ainda de acordo com o chefe de polícia Sam Dotson, foi no momento em que o homem se aproximava dos policiais com a faca que os agentes sacaram as armas e atiraram. O suspeito chegou, inclusive, a dizer: "atirem em mim agora, matem-me agora". 

O incidente ocorreu a cerca de cinco quilômetros da cidade de Ferguson, também localizada no Estado de Missouri. Foi lá, que no último dia 9, o jovem de 18 anos Michael Brown foi morto a tiros por um policial.

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A morte do rapaz negro - que estava desarmado - pelas mãos de um policial branco trouxe à tona tensões raciais subjacentes na sociedade americana.

A cidade de Ferguson foi palco de manifestações que começaram pacificamente em protesto por uma morte de mais um jovem afroamericano - protestos que escalaram, tornaram-se violentos e levaram o governo federal a enviar uma força nacional para conter os ânimos.

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Na segunda-feira, o presidente americano Barack Obama disse que "não há desculpa" para "excessos" policiais nem para "vandalismo" e anunciou que o procurador-geral, Eric Holder, seguirá na quarta-feira (20) para a cidade.

De acordo com o jornal The New York Times, que teve acesso a um relatório preliminar da necropsia solicitada pela família de Michael Brown, ele foi atingido por, pelo menos, seis tiros - dois na cabeça. Holder vai acompanhar as investigações em torno do caso.

Os distúrbios e confrontos com a polícia levaram ao envio da Guarda Nacional para controlar a situação. O presidente disse que esse recurso deve ser "limitado".

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"Nos próximos dias, estarei atento para ver se será uma ajuda e não um agravante da situação em Ferguson", disse Obama.

O presidente também avisou aos manifestantes que têm recorrido à violência que saquear lojas ou atacar a polícia "só contribui para aumentar a tensão", o que prejudica a justiça.

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Ele afirma se manter "prudente" na abordagem do assunto enquanto durar a investigação, mas referiu-se às desigualdades raciais nos Estados Unidos, considerando que ainda falta percorrer um longo caminho com comunidades, "que se encontram muitas vezes isoladas, sem esperança e sem perspetivas econômicas".

"Fizemos progressos extraordinários, mas não fizemos progressos suficientes", disse Obama, que se deslocou por dois dias a Washington, no meio de duas semanas de férias no Massachusetts.

(Com informações da BBC, CNN e Reuters)

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