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Carregamento aéreo com barracas e outros suprimentos vai ser enviado a partir de quarta-feira (20) a Erbil, Curdistão iraquiano

Reuters

A agência humanitária da ONU disse nesta terça-feira (19) que vai lançar uma grande operação de ajuda humanitária para enviar suprimentos a mais de meio milhão de pessoas deslocadas pelo conflito no norte do Iraque.

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Refugiada da minoria Yazidi, que foge da violência na cidade iraquiana de Sinjar, faz carinho em criança em campo de refugiados na Síria (17/08)
Reuters
Refugiada da minoria Yazidi, que foge da violência na cidade iraquiana de Sinjar, faz carinho em criança em campo de refugiados na Síria (17/08)


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Centenas de milhares fugiram de suas casas desde que os confrontos provocados por militantes do grupo Estado Islâmico varreram grande parte do norte e oeste do Iraque em junho, representando uma ameaça de fragmentação do país.

Um carregamento aéreo com barracas e outros suprimentos vai ser enviado por quatro dias, começando na quarta (20) a Erbil, no Curdistão iraquiano, a partir de Aqaba, na Jordânia.

Em seguida, serão enviados comboios terrestres a partir da Turquia e Jordânia, assim como o envio de suprimentos por mar, a partir de Dubai, através do Irã pelos próximos 10 dias, disse o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Adrian Edwards.

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"Esse é um esforço de ajuda muito, muito significativo e certamente um dos maiores de que consigo me lembrar em bastante tempo", disse ele em uma coletiva de imprensa em Genebra.

"Essa é uma grande crise humanitária e um desastre", afirmou.

O Acnur estima que um total de 1,2 milhão de pessoas deixaram suas casas por todo o Iraque neste ano.

Cerca de 200 mil pessoas se instalaram na região do Curdistão iraquiano em agosto, quando a cidade de Sinjar e áreas vizinhas foram invadidas pelo Estado Islâmico, de acordo com o Acnur.

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Ao menos 11 mil pessoas da minoria yazidi se refugiaram na vizinha Síria, país assolado pela guerra civil, e cerca de 300 estão cruzando a fronteira todos os dias em Peshkabour, segundo o Acnur.

"O fato de você ver pessoas fugindo através da Síria em busca de segurança demonstra muito bem o quão desesperadora é a situação, particularmente em Sinjar nos últimos dias", disse Edwards.