Por causa disso, a operação para recuperar corpos de vítimas atingidas por disparos na segunda-feira acabou sendo suspensa

Reuters

Forças do governo ucraniano e rebeldes separatistas travavam um confronto nesta terça-feira (19) no centro de Luhansk, perto da fronteira da Ucrânia com a Rússia, disse um porta-voz das Forças Armadas ucranianas.

Ontem: Míssil lançado por rebeldes atinge comboio de refugiados no leste da Ucrânia

Soldados ucranianos carregam míssil durante combates com separatistas pró-russos perto de Luhansk, leste da Ucrânia (18/08)
AP
Soldados ucranianos carregam míssil durante combates com separatistas pró-russos perto de Luhansk, leste da Ucrânia (18/08)


Domingo: Alemanha defende novo ímpeto político na crise da Ucrânia

"Um bairro da cidade foi liberado. O combate está em andamento na parte central da cidade", disse o porta-voz Andriy Lysenko a jornalistas. Luhansk está sob comando dos separatistas pró-Rússia desde abril.

Por causa disso, a operação para recuperar mais corpos de um comboio de refugiados do leste da Ucrânia que foi atingido por disparos na segunda foi suspensa, disse um porta-voz das Forças Armadas da Ucrânia nesta terça.

"Ontem à noite nós conseguimos encontrar 15 corpos. O trabalho (para recuperar mais corpos) agora foi suspenso porque a atividade militar recomeçou na área", disse o porta-voz Andriy Lysenko a repórteres.

EUA

Dia 17: Ucrânia diz que suas tropas avançam em reduto rebelde

O Departamento de Estado norte-americano condenou o bombardeio contra um comboio de refugiados no leste da Ucrânia que matou dezenas, mas afirmou que não podia confirmar quem é o responsável pelo ataque.

"Condenamos fortemente o bombardeio e o lançamento de mísseis contra um comboio que estava levando pessoas deslocadas internamente em Luhansk e expressamos as nossas condolências às famílias das vítimas", disse a porta-voz do departamento, Marie Harf, em declaração à imprensa.

"Infelizmente, eles estavam tentando fugir do combate e, em vez disso, se tornaram vítimas."

O governo ucraniano acusou rebeldes pró-russos de alvejar o comboio, que estaria exibindo bandeiras brancas, de acordo com Kiev. Os separatistas negaram a responsabilidade pelo ataque.

Sábado: Ucrânia diz ter bombardeado coluna de blindados vinda da Rússia

Ataque

A Ucrânia acusou rebeldes pró-Rússia na segunda-feira de disparar um foguete em um comboio de ônibus com refugiados perto da cidade de Luhansk, matando pessoas dentro dos veículos em chamas, mas os separatistas negaram responsabilidade pelo episódio.

Forças do governo mantiveram a pressão sobre os separatistas em combates durante a madrugada desta segunda-feira (horário local), isolando ou reconquistando posições detidas pelos rebeldes, após o fracasso das negociações internacionais em busca de um cessar-fogo.

Um porta-voz militar ucraniano disse que um disparo de míssil dos rebeldes sobre os ônibus causou diversas mortes, de total ainda desconhecido.

Sexta: Ucrânia inspeciona comboio russo com ajuda humanitária

“Um poderoso ataque de artilharia atingiu um comboio de refugiados perto da área de Khryashchuvatye e Novosvitlivka. A força do impacto no comboio foi tão forte que as pessoas queimaram vivas nos veículos - elas não foram capazes de sair”, disse o porta-voz Anatoly Proshin ao canal ucraniano de TV 112.ua. Nove soldados ucranianos morreram nos combates durante a noite.

Um líder rebelde negou que suas forças tenham a capacidade militar de conduzir tal ataque, e acusou o governo de regularmente atacar a área, inclusive com mísseis Grad, feitos na Rússia.

Quinta: Disparos de artilharia chegam perto de Donetsk, Ucrânia, e matam ao menos 1

“Os próprios ucranianos bombardeiam a rodovia constantemente com aviões e Grads. Parece que agora eles mataram mais civis, como têm feito nos últimos meses. Nós não temos a capacidade de enviar Grads para aquele território”, disse Andrei Purgin, vice-primeiro-ministro da autodeclarada República Popular de Donetsk.

Relatos sobre novos avanços da companha militar de Kiev acontecem após o sucesso de forças do governo no fim de semana, quando tropas levantaram a bandeira nacional em Luhansk, uma cidade mantida por separatistas pró-Rússia desde que o conflito se iniciou, em abril.

Apesar das sanções ocidentais, a crise tem desafiado as tentativas de um acordo internacional e gerado o pior momento entre Rússia e o Ocidente desde o fim da Guerra Fria.

Dia 14: Exército da Rússia realizará força-tarefa na região da Crimeia

O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse que todas as questões acerca de um comboio humanitário enviado por Moscou para ajudar as áreas necessitadas no leste da Ucrânia haviam sido resolvidas durante conversas internacionais realizadas em Berlim.

Mas, segundo ele, nenhum progresso foi alcançado com os ministros equivalentes da Ucrânia, Alemanha e França sobre um cessar-fogo ou solução política. “Não somos capazes de relatar resultados positivos sobre alcançar um cessar-fogo e sobre o processo político”, disse o ministro russo em uma coletiva de imprensa.

Com os rebeldes agora aparentemente perdendo terreno dia a dia para forças do governo, e com a liderança do presidente ucraniano, Petro Poroshenko, vendo uma vitória até o Dia da Independência do país, no próximo sábado, é improvável que Kiev veja qualquer vantagem em concordar com um cessar-fogo agora.

A ONU disse neste mês estimar que 2.086 pessoas, incluindo civis e combatentes, tenham morrido no conflito

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.