Exército disse que comboio de ônibus transportava refugiados de Luhansk; insurgentes confirmaram confrontos com militares

Reuters

Um comboio de ônibus com refugiados de Luhansk, no leste da Ucrânia, foi atingido por um míssil lançado por rebeldes nesta segunda-feira (18), causando um número ainda desconhecido de vítimas, disse um porta-voz dos militares ucranianos.

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Militares russos em tanques na beira da estrada perto de Kamensk-Shakhtinsky, próxima da fronteira com a Ucrânia
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Militares russos em tanques na beira da estrada perto de Kamensk-Shakhtinsky, próxima da fronteira com a Ucrânia


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"Terroristas atiraram mísseis Grad contra um comboio de refugiados de Luhansk perto das áreas de Khryashchuvatye e Novosvitlivka estamos esperando para saber quantos morreram", disse um porta-voz da operação militar no leste.

Um porta-voz da autoproclamada República Popular de Donetsk disse não ter informações sobre o caso.

Um veículo de comunicação dos rebeldes, no entanto, disse que os separatistas e forças ucranianas trocaram tiros de artilharia pesada na área em que os ônibus transitavam.

Acordo

A Rússia disse nesta segunda que todas as objeções ao envio de um comboio de ajuda humanitária à Ucrânia foram resolvidos, mas afirmou que não houve progresso nas conversas em Berlim em busca de um cessar-fogo entre forças do governo ucraniano e rebeldes no leste do país.

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Após as conversações entre Rússia, Alemanha, França e Ucrânia, no domingo, o chanceler russo, Sergei Lavrov, disse que "finalmente, foram resolvidas todas as questões relacionadas com a iniciativa russa de enviar 300 caminhões com ajuda humanitária" para o leste da Ucrânia.

"Tudo foi acertado com a Ucrânia e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha", disse o chanceler em entrevista coletiva em Berlim.

Ucrânia e Rússia têm debatido sobre um comboio de 280 caminhões russos transportando água, alimentos e medicamentos.

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Os veículos estão estacionados há dias na Rússia perto da fronteira com a Ucrânia. Kiev suspeita que o comboio possa ser um Cavalo de Tróia para a Rússia entregar armas aos rebeldes - acusação que Moscou classificou como absurda.

Lavrov descreveu a situação no leste da Ucrânia como uma "catástrofe humanitária", e disse que é necessário um cessar-fogo uma vez que civis estão sob bombardeio diante do avanço ucraniano.

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"Não estamos em condições de informar sobre resultados positivos em alcançar um cessar-fogo e o início do processo político (para resolver o conflito)", disse ele a jornalistas.

O conflito de quatro meses no leste da Ucrânia atingiu uma fase crítica, com Kiev e governos ocidentais observando com atenção se a Rússia vai utilizar soldados concentrados na fronteira para intervir em apoio aos rebeldes pró-russos, cada vez mais sitiados.

Mais sanções

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A Rússia pode ampliar as sanções retaliatórias contra países ocidentais e incluir um veto às importações de veículos, entre outros itens, se os Estados Unidos e a União Europeia aplicarem mais sanções contra Moscou, disse o jornal Vedomosti nesta segunda-feira.

Devido ao impasse entre a Rússia e a Ucrânia, nações ocidentais impuseram sanções contra Moscou, incluindo sobre os setores financeiro e energético, e colocaram diversos cidadãos russos ligados ao presidente Vladimir Putin em uma lista de sanções.

As importações corresponderam a 27% das vendas de carros de passeio no primeiro semestre de 2014, enquanto para caminhões as importações representaram 46 por cento, e para os ônibus, 13%, de acordo com o jornal.

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A Rússia, que nega as acusações de fornecer armas para os rebeldes separatistas no leste da Ucrânia, pode vetar total ou parcialmente as importações de veículos, segundo o Vedomosti, citando fontes.

O veto não se aplicaria a montadoras estrangeiras que produzem dentro da Rússia, de acordo com o jornal. Volkswagen, Ford Renault, Toyota e Hyundai têm fábricas dentro da Rússia.

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Em resposta às sanções ocidentais, a Rússia já aplicou medidas retaliatórias como um veto às importações de produtos agropecuários da União Europa, Estados Unidos, Austrália, Canadá e Noruega.

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