Ministro das Relações Exteriores, que está deixando o cargo, sinalizou uma aproximação dos curdos com o governo central

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Autoridades curdas vão participar das negociações para a formação de um novo governo do Iraque, disse nesta segunda-feira (18) o ministro das Relações Exteriores que está deixando o cargo, sinalizando a possibilidade de uma aproximação dos curdos com o governo central.

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Voluntários iraquianos da seita Yazidi se reunem na base militar de Serimli, que é controlada pelos curdos em Qamishli,  nordeste da Síria (16/08)
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Voluntários iraquianos da seita Yazidi se reunem na base militar de Serimli, que é controlada pelos curdos em Qamishli, nordeste da Síria (16/08)


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Hoshiyar Zebari disse à Reuters que a decisão final dos curdos sobre participação ou não no novo governo seria tomada depois. O primeiro-ministro Nuri al-Maliki, que está deixando o cargo, esteve envolto em dispustas com os curdos em áreas como orçamento e petróleo.

Zebari disse que as forças curdas expulsaram os militantes do Estado Islâmico e recuperaram a maior represa do Iraque, com o apoio de ataques aéreos dos EUA próximos ao local.

Um porta-voz para a unidade antiterrorismo iraquiana disse nesta segunda-feira que as forças do Iraque planejavam um ataque na expectativa de retomar a cidade de Mosul, no norte do país, das mãos do Estado Islâmico.

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"A nova tática de lançar um ataque rápido de surpresa se provou bem sucedida, e estamos determinados a continuar seguindo a nova tática de ataque com a ajuda da inteligência fornecida pelos norte-americanos", disse o porta-voz Sabah Nouri à Reuters.

"A próxima parada será Mosul."

Obama

A Casa Branca disse no domingo que o presidente Barack Obama informou ao Congresso que tinha autorizado ataques aéreos dos Estados Unidos no Iraque para ajudar a retomar o controle da represa de Mosul, o que ele disse que era consistente com seu objetivo de proteger cidadãos norte-americanos no país.

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"O fracasso da represa de Mosul poderia ameaçar a vida de um grande número de civis, ameaçar pessoal e instalações dos EUA --incluindo a Embaixada dos EUA em Bagdá-- e impedir o governo iraquiano de fornecer serviços essenciais para a população iraquiana", disse a Casa Branca em um comunicado.

"Essas operações são limitadas em sua natureza, duração e escopo e estão sendo realizadas em coordenação com e a pedido do governo do Iraque."

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