Corey Griffin morreu horas depois de ter arrecadado US$ 100 mil para a campanha que luta contra a Doença de Lou Gehrig

Ele estava no Paraíso. Ao menos foi assim que Robert Griffin descreveu ao periódico norte-americano Boston Globe o sentimento de seu filho horas antes de ele morrer, na sexta-feira (15). Amigo de Pete Frates, o homem que inspirou a campanha "desafio do balde de gelo" contra a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) - ou Doença de Lou Gehrig -, Corey Griffin morreu pouco depois de conseguir arrecadar US$ 100 mil para projeto, que ganhou força entre celebridades como Bill Gates, Justin Bieber, entre outros, e juntou em menos de um mês cerca de US$ 15,6 milhões para financiar pesquisas.

Veja os famosos que aderiram ao desafio no Brasil

Corey Griffin em imagem postada na página do Twitter de uma amiga após sua morte
Twitter/Reprodução
Corey Griffin em imagem postada na página do Twitter de uma amiga após sua morte

Corey morreu na madrugada de sábado, por volta das 2h, após saltar de um prédio em direção ao mar na cidade de Nantucket, Massachusetts. O jovem de 27 anos chegou a voltar à superfície após o salto, mas afundou na sequência, de acordo com a polícia local. Para tentar resgatá-lo, um salva-vidas fora de serviço de Nantucket realizou uma série de mergulhos no lugar do salto, conseguindo puxá-lo de volta à superfície - no entanto, depois de várias tentativas para ressuscitá-lo, ele morreu em um hospital local, às 3h.

Segundo o pai de Corey, o jovem estava na cidade para tentar arrecadar mais dinheiro para a campanha, já que ele estaria se sentindo péssimo com a doença neurodegenerativa do amigo. "Corey era o cara mais feliz do mundo", disse seu pai.

Balde de gelo
O "Desafio do Gelo" (The Ice Bucket Challenge) começou em 29 de julho para arrecadar fundos para ALS Association, instituição que realiza pesquisas no combate à esclerose degenerativa que ainda não tem cura.

A proposta do desafio é jogar um balde de gelo na cabeça e desafiar outras três pessoas (ou mais) a fazerem o mesmo. Quem não aceita, deve doar ao menos US$ 100 à instituição.

Nos Estados Unidos, empresários como Mark Zuckerberg e Bill Gates participaram do desafio, que rapidamente chegou ao Brasil e virou febre entre os famosos.

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