Manifestantes temem lançamento de mais foguetes após fim da trégua; cessar-fogo na região deve durar até o dia 19 de agosto

Reuters

Cerca de 10 mil israelenses protestaram em uma praça de Tel Aviv contra o que veem como um fracasso da guerra de cinco semanas na Faixa de Gaza para conter definitivamente os disparos de foguetes e morteiros contra cidades do sul do país que fazem fronteira com o território costeiro palestino.

Dia 12: Negociação pelo fim da guerra teve pouco progresso, diz autoridade israelense

Mulher segura placa durante comício na Praça Rabin em Tel Aviv mostrar solidariedade com moradores do sul de Israel que foram alvo de foguetes palestinos (14/08)
Reuters
Mulher segura placa durante comício na Praça Rabin em Tel Aviv mostrar solidariedade com moradores do sul de Israel que foram alvo de foguetes palestinos (14/08)


Dia 11: Israelenses e palestinos chegam ao Egito para discutir fim da guerra em Gaza 

Muitos manifestantes foram de ônibus das regiões de Israel mais atingidas pelos lançamentos recentes e tiveram a adesão de apoiadores do importante centro comercial israelense, que também foi alvo dos foguetes diariamente desde 8 de julho.

Duas tréguas consecutivas desde segunda-feira, que devem durar até 19 de agosto, silenciaram a maioria das armas na esteira das mortes de 1.945 palestinos, a maioria civis, e 64 soldados e três civis israelenses.

Mas os manifestantes temem ver uma nova irrupção das hostilidades assim que o cessar-fogo terminar, e muitos acham que os militares de Israel deveriam destruir o arsenal de foguetes dos militantes do Hamas, um grupo que domina Gaza.

Ofensa: Israel chama Brasil de 'anão diplomático' após críticas à ofensiva contra Gaza

Alguns se queixavam de se sentirem traídos pelo governo do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que prometeu que a guerra restauraria a calma ao sul do país, além de demolir os túneis subterrâneos vistos como plataformas de lançamento de futuros ataques.

"Estamos cansados de promessas", exclamou Alon Davidi, prefeito de Sderot, uma das cidades mais atingidas pelos mísseis de Gaza, de um pódio na praça Yitzhak Rabin, a principal de Tel Aviv e batizada em homenagem ao premiê assassinado no local em 1995 por um israelense de extrema direita contrário às negociações de paz.

Retratação: Presidente de Israel se desculpa com Dilma por 'anão diplomático'

Dia 9: Israelenses e militantes de Gaza mantêm conflito e desafiam esforços por trégua

Na quinta, a trégua foi respeitada apesar de um começo turbulento após ambos os lados terem concordado em dar mais tempo a um cessar-fogo patrocinado pelo Egito para tentar encerrar a guerra em Gaza.

Militares de Israel disseram que militantes de Gaza violaram a trégua e dispararam foguetes contra seu território e que, em resposta, aeronaves israelenses buscaram múltiplos “lançadores de foguetes e pontos de terror” do enclave palestino.

Izzat Reshiq, representante do Hamas, negou que os palestinos haviam violado a trégua, e denunciou os ataques aéreos de Israel como “uma violação da calma”. Não foram registradas mortes em nenhum dos incidentes, e as hostilidades foram encerradas de madrugada.

Dia 9: Veja quem são os mortos do conflito em Gaza

A paralisação nos ataques após mais de um mês de confrontos, nos quais 1.945 palestinos e 67 israelenses foram mortos, deveria expirar à meia-noite (horário local) de quarta-feira. A violência é a maior desde que os dois lados travaram uma guerra de três semanas em 2008-2009.

No último minuto, os palestinos anunciaram no Cairo que a trégua havia sido prorrogada por mais cinco dias para que os lados trabalhassem em um cessar-fogo de longo prazo, mediado pelo Egito. Mas lidar com as diferenças entre Israel e os palestinos para garantir um cessar-fogo permanente tem sido difícil.

O Hamas e seus aliados querem encerrar o bloqueio imposto por Israel e Egito contra Gaza. Mas Israel e o Egito possuem grandes preocupações de segurança sobre o Hamas, grupo islâmico que controla o pequeno enclave costeiro à beira do Mediterrâneo, o que complica qualquer acordo para afrouxar as restrições à fronteira de Gaza.

Gaza: Com idade média de 17, Gaza tem uma das populações mais jovens do mundo

O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, disse à televisão Al-Aqsa Hamas, na quarta-feira, que o grupo insistiria em “remover o bloqueio de Gaza” e a redução de movimentação sobre os 1,8 milhão de residentes do território, como um pré-requisito para a “calma permanente”.

Saiba mais: Entenda o atual conflito entre Israel e Hamas

Membros da delegação palestina disseram que voltariam ao Cairo no sábado à noite para começar novas conversas no domingo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.