Segundo Ministério do Interior palestino, as tropas israelenses dispararam contra casas do leste de Khan Younis; Israel nega

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O Ministério do Interior palestino em Gaza acusou Israel nesta sexta-feira (15) de violar o cessar-fogo ao realizar disparos na fronteira.

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Palestino assiste às orações ao lado das ruínas de uma mesquita que testemunhas disseram ter sido destruída por ataque aéreo de Israel, em Gaza
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Palestino assiste às orações ao lado das ruínas de uma mesquita que testemunhas disseram ter sido destruída por ataque aéreo de Israel, em Gaza


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Uma porta-voz militar israelense disse que eles "não têm conhecimento desse incidente". O ministério palestino no território dominado pelos islamitas do Hamas disse que tropas israelenses dispararam contra casas a leste da cidade de Khan Younis.

O cessar-fogo, renovado na quinta-feira por mais cinco dias depois que uma trégua anterior expirou, suspendeu mais de um mês de combates que resultaram na morte de 1.945 palestinos, muitos deles civis, e de 64 soldados israelenses e três civis em Israel.

Trégua

Na quinta, a trégua foi respeitada apesar de um começo turbulento após ambos os lados terem concordado em dar mais tempo a um cessar-fogo patrocinado pelo Egito para tentar encerrar a guerra em Gaza.

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Militares de Israel disseram que militantes de Gaza violaram a trégua e dispararam foguetes contra seu território e que, em resposta, aeronaves israelenses buscaram múltiplos “lançadores de foguetes e pontos de terror” do enclave palestino.

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Izzat Reshiq, representante do Hamas, negou que os palestinos haviam violado a trégua, e denunciou os ataques aéreos de Israel como “uma violação da calma”. Não foram registradas mortes em nenhum dos incidentes, e as hostilidades foram encerradas de madrugada.

A paralisação nos ataques após mais de um mês de confrontos deveria expirar à meia-noite (horário local) de quarta. A violência é a maior desde que os dois lados travaram uma guerra de três semanas em 2008-2009.

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No último minuto, os palestinos anunciaram no Cairo que a trégua havia sido prorrogada por mais cinco dias para que os lados trabalhassem em um cessar-fogo de longo prazo, mediado pelo Egito. Mas lidar com as diferenças entre Israel e os palestinos para garantir um cessar-fogo permanente tem sido difícil.

O Hamas e seus aliados querem encerrar o bloqueio imposto por Israel e Egito contra Gaza. Mas Israel e o Egito possuem grandes preocupações de segurança sobre o Hamas, grupo islâmico que controla o pequeno enclave costeiro à beira do Mediterrâneo, o que complica qualquer acordo para afrouxar as restrições à fronteira de Gaza.

O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, disse à televisão Al-Aqsa Hamas, na quarta-feira, que o grupo insistiria em “remover o bloqueio de Gaza” e a redução de movimentação sobre os 1,8 milhão de residentes do território, como um pré-requisito para a “calma permanente”.

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Membros da delegação palestina disseram que voltariam ao Cairo no sábado à noite para começar novas conversas no domingo.

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