De improviso, papa pede para sul-coreanos rezarem pela unificação da península

Por Reuters |

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Pontífice comentou sobre a divisão da Coreia em resposta à pergunta de uma sul-coreana durante um encontro com jovens

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O papa Francisco pediu nesta sexta-feira (15) aos sul-coreanos que rezem pela reunificação da península coreana, dizendo que deveriam ter como meta se reunir como uma única família "sem vencedores ou vencidos".

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O papa, na referência mais direta já feita por ele sobre a divisão da Coreia desde o início, na quinta-feira, de sua visita de cinco dias à Coreia do Sul, fez os comentários em resposta à pergunta de uma menina durante um encontro com jovens.

"Vamos rezar por nossos irmão no norte", disse o papa, antes de liderar os jovens em uma reza.

"Senhor, somos uma família. Ajude-nos a alcançar a união. O Senhor pode. Para que não haja vencedores ou vencidos. Só uma família, somente irmãos", disse ele, de improviso.

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A guerra da Coreia (1950 a 1953) terminou com uma trégua que continua vigente, o que tecnicamente significa que o Sul e o Norte continuam em estado de guerra.

"Somos irmãos que falam a mesma língua pensem em seus irmãos no norte. Eles falam a mesma língua e quando se fala a mesma língua em família há uma esperança humana", disse o papa, clamando aos ouvintes a "não se desesperar".

Disparos do norte

Na quinta, o papa já havia pedido para que a Coreia do Sul renovasse seus esforços em promover a paz na península, dividida pela guerra e por ambos os lados da Coreia, para evitar críticas "inúteis" e demonstrações de força, mensagem que abre sua visita de cinco dias ao país enquanto o rival de Seul, Coréia do Norte, disparou cinco projéteis ao mar.

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A Coreia do Norte tem um longo histórico de se fazer lembrar durante os eventos de alto nível no Sul, e provou isso novamente nesta quinta, realizando o disparo a partir de sua costa oriental.

Os foguetes foram disparados de lançadores múltiplos na cidade norte-coreana de Wonsan e percorreram 220 quilômetros antes de caírem no mar a leste da península coreana, disse um funcionário do ministério. O último foguete foi lançado 35 minutos antes da hora marcada para a chegada do papa à base aérea de Seul, onde o pontífice começou sua visita de cinco dias à Coreia do Sul.

Esses disparos ocorrem antes de exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul, marcados para começar na segunda. Seul e Washington disseram que os exercício têm natureza defensiva, mas a Coreia do Norte emite frequentes reclamações sobre as manobras, que considera um ensaio para uma guerra.

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A Coreia do Norte havia lançado mísseis de curto alcance anteriormente em julho, mas desde então tem dito reiteradamente que os lançamentos são respostas a tais exercícios.

Durante pronunciamento, o papa argentino falou em Inglês, o primeiro de seu pontificado. Normalmente ele fala em italiano ou seu espanhol nativo, mas o Vaticano disse que iria entregar pelo menos quatro discursos em Inglês na viagem para o público asiático.

Ao chegar no aeroporto ao sul de Seul na primeira visita papal em um quarto de século, o papa cumprimentou quatro parentes de vítimas do naufrágio de uma balsa que deixou mais de 300 mortos e dois descendentes de mártires coreanos que morreram ao invés de renunciarem à sua fé. Francisco planeja beatificar 124 mártires coreanos que fundaram a igreja na península no século 18.

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