Putin diz ter aprovado medida que 'não será excessiva ou cara'; bombardeios atingem a cidade de Donetsk pela primeria vez

Reuters

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira (14) que aprovou a criação de uma força-tarefa militar na Crimeia, região anexada por Moscou da Ucrânia, mas disse que a presença não será muito intensa ou cara.

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Vladimir Putin discursa durante reunião com deputados do Parlamento russo, políticos e funcionários perto de Yalta, Crimeia
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"O Ministério da Defesa preparou um programa separado para a criação e desenvolvimento das forças militares na Crimeia. Eu aprovei este programa", disse Putin durante visita à península no Mar Negro. "Não vai ser excessiva, não vai ser cara."

Donetsk

Bombardeios atingiram áreas perto do centro da cidade ucraniana de Donetsk, controlada por separatistas, pela primeira vez, disse uma testemunha da Reuters.

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Pessoas saíram de seus escritórios e correram para a escadaria do prédio principal da administração municipal depois que explosões próximas provocaram um alerta.

Pouco depois, houve ao menos mais duas explosões perto do centro da cidade após o som de assobio da chegada de bombas, disse um correspondente da Reuters no local.

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Mais cedo, o líder rebelde separatista pró-Rússia na região de Luhansk, na Ucrânia, anunciou sua renúncia, dizendo que foi ferido e que não podia desempenhar seu papel, tornando-se o segundo rebelde sênior a renunciar no espaço de sete dias.

A emissora estatal russa Rossiya 24 transmitiu o comunicado de Valery Bolotov, chefe da autoproclamada República Popular de Luhansk.

A região, na fronteira com a Rússia, tem sido palco de combates entre rebeldes e forças ucranianas que tentam restabelecer o controle do governo central sobre áreas ocupadas por separatistas.

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Bolotov, nos comentários transmitidos pela TV russa, disse que Igor Plotnitsky, ministro da Defesa da República Popular de Luhansk, ocupará seu posto.

Aleksander Borodai, chefe da autoproclamada República Popular de Donetsk, anunciou em 7 de agosto que estava deixando o cargo.

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