Disparos de artilharia chegam perto de Donetsk, Ucrânia, e matam ao menos um

Por Reuters |

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Forças do governo ucraniano apertam o cerco contra rebeldes pró-Rússia e assustam moradores, de acordo com testemunhas

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Disparos de artilharia caíram pela primeira vez perto do centro de Donetsk, bastião separatista no leste da Ucrânia, nesta quinta-feira (14), deixando ao menos um morto.

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Com forças do governo ucraniano apertando o cerco contra separatistas pró-Rússia, as salvas de artilharia abalaram Donetsk, fazendo com que moradores assustados buscassem abrigo, de acordo com testemunhas.

Não estava imediatamente claro se os disparos foram feitos pelo governo ou por forças rebeldes.

Dois projéteis caíram a 200 metros do Park Inn Radisson, um dos maiores hotéis da cidade, estilhaçando suas janelas. As explosões abriram um buraco no terceiro andar de um edifício de apartamentos e deixou uma ampla cratera no pavimento.

Perto do local, havia um corpo coberto por um lençol em cima do chão manchado de sangue.

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Enquanto isso, um comboio russo carregando 2 mil toneladas de água, comida de bebê e outros suprimentos humanitários se dirigia pelo sul da Rússia em direção à fronteira com a Ucrânia. Kiev disse repetidas vezes que o comboio não poderá entrar no país até que autoridades ucranianas liberassem a carga.

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Dia 13: Ucrânia acusa Rússia de cinismo por ajuda

O comboio de 280 caminhões deixou a região de Moscou na terça-feira, buscando levar ajuda à região de Luhansk, no leste da Ucrânia, onde a principal cidade é mantida pelos separatistas.

O governo de Kiev, apoiado pelo Ocidente, diz que a crise humanitária é parcialmente culpa de Moscou e denunciou o despacho dos suprimentos como um ato de cinismo. O governo também teme que a operação possa ser uma intervenção militar secreta de Moscou, a fim de ajudar os rebeldes, que parecem estar perto de uma derrota.

Moscou, que nega as acusações de ter armado rebeldes com tanques, mísseis e outros equipamentos militares pesados, caracterizou como “absurdas" as sugestões de que poderia utilizar o comboio como um disfarce para uma invasão.

Dia 12: Ucrânia não vai permitir escolta militar russa a comboio de ajuda humanitária

Em Genebra, a porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que será responsável pela distribuição da ajuda na Ucrânia, disse: “A questão dos procedimentos de cruzamento de fronteira e liberação alfandegária (para o comboio) ainda tem que ser esclarecida pelos dois lados”.

Um assessor presidencial ucraniano disse que a carga da Rússia pode ser levada para o país apenas sob a responsabilidade da Cruz Vermelha e após as formalidades de cruzamento de fronteira.

Dia 11: Cruz Vermelha se reúne com autoridades para discutir proposta de ajuda à Ucrânia

“A Ucrânia não vai permitir em seu território qualquer escolta de acompanhamento da carga e qualquer repetição de tentativas de enviar os chamados pacificadores”, disse o assessor, Valery Chaly.

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