Autoridade do grupo radical palestino disse que israelenses "violaram a calma" de conflito, que tem novo cessar-fogo

Reuters

Uma autoridade do Hamas acusou Israel de violar a trégua recém-acordada entre os dois lados ao bombardear a Faixa de Gaza, nesta quinta-feira (13) - horário local. O objetivo do novo cessar-fogo, desta vez de cinco dias , é garantir um fim duradouro aos combates no enclave costeiro

Veja fotos do conflito entre israelenses e palestinos:

"Não há nenhuma violação da calma a partir de qualquer lado palestino e ninguém em Gaza ouviu disparos de foguetes", disse Izzat Reshiq, um oficial do grupo que está no Cairo para as negociações do cessar-fogo. "Denunciamos o bombardeio israelense de Gaza, que está em andamento. Isto é uma violação da calma."

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou que o Exército de Israel respondesse aos disparos de foguetes de Gaza momentos antes de uma trégua de três dias terminar, nesta quarta-feira (12), disse uma autoridade israelense.

Cinco dias de paz
Menos de uma hora antes do fim do cessar-fogo de três dias entre israelenses e palestinos, negociadores dos dois lados concordaram em prolongar por mais cinco dias a trégua dos conflitos em Israel. O anúncio foi feito por representantes palestinos e oficiais do governo do Egito, que media as negociações entre as partes, na noite desta quarta-feira (13).

"Concordamos em dar mais tempo para as conversas", disse o Azzan al-Ahmed, do Fatah, chefe da delegação palestina na capital egípcia, Cairo. Horas antes, um oficial do Egito afirmou que Israel também havia aceito a trégua, ressaltando a intenção do país de estender o atual período de calmaria.

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O anúncio da prorrogação do cessar-fogo veio no mesmo dia em que seis pessoas, incluindo um jornalista italiano e três membros da unidade anti-bombas da polícia palestina, morreram após a explosão acidental de uma bomba na Faixa de Gaza.

Segundo as autoridades locais, o acidente da bomba não detonada ocorreu em Beit Lahiya, ao norte da região que foi centário de intensos confrontos entre israelenses e militantes palestinos. Até agora, quase duas mil pessoas morreram, sendo mais de 1.900 do lado árabe e 67 do lado israelense.

Devido ao cessar-fogo anterior, em vigor desde segunda-feira, especialistas trabalham para desativar bombas palestinas que acabaram não explodindo na região.

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