Mais de 840 pessoas morreram durante os levantes populares que acabaram derrubando Hosni Mubarack do poder, em 2011

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Durante sessão de seu julgamento realizada nesta quarta-feira (13), o ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, negou que tenha ordenado as mortes de manifestantes durante a revolta de 2011 que encerrou seu regime de quase três décadas. 

Vaja celebração de egípcios dos três anos da queda de Mubarack, em fevereiro:

Mubarak foi condenado à prisão perpétua em 2012 por ser cúmplice nas mortes de manifestantes e por violar a lei e a ordem durante o levante contra seu governo, que durou 18 dias e deixou mais de 840 mortos. Mas uma corte de apelações ordenou a realização de um novo julgamento.

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Julgado junto aos filhos e outras autoridades egípcias, Mubarack também negou as acusações de corrupção, pelas quais atualmente cumpre pena de três anos, e disse que havia servido fielmente a seu país por 62 anos - primeiro como oficial militar e depois como presidente, cargo que assumiu em 1981.

Menina comemora queda de ditador egípcio exibindo máscara de Mubarack, em 2011
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Menina comemora queda de ditador egípcio exibindo máscara de Mubarack, em 2011

"Hosni Mubarak, que está hoje perante vocês, não ordenou a morte de manifestantes ou o derramamento de sangue de egípcios”, disse ele à corte. “Não emiti ordem para causar caos e não emiti ordem para criar um vácuo de segurança."

Muitos egípcios que viveram durante as três décadas de autocracia sob o regime de Mubarak consideraram uma vitória ver ele e seus aliados atrás das grades. Mas, desde a deposição do presidente Mohamed Mursi no ano passado pelo então chefe do Exército e agora presidente Abdel Fattah al-Sisi, alguns aliados dos tempos do ditador foram libertados, aumentando as preocupações entre ativistas de que o velho regime tenha reconquistado influência. 

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Centenas de ativistas islâmicos morreram e milhares foram presos no ano passado, muitos dos quais sentenciados à morte em julgamentos em massa que levantaram protestos de governos ocidentais e grupos de direitos humanos.

O juiz disse que o veredicto no caso de Mubarak deverá sair no dia 27 de setembro.

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