Ex-presidente do Egito nega ter ordenado morte de manifestantes em protestos

Por Reuters | - Atualizada às

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Mais de 840 pessoas morreram durante os levantes populares que acabaram derrubando Hosni Mubarack do poder, em 2011

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Durante sessão de seu julgamento realizada nesta quarta-feira (13), o ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, negou que tenha ordenado as mortes de manifestantes durante a revolta de 2011 que encerrou seu regime de quase três décadas. 

Vaja celebração de egípcios dos três anos da queda de Mubarack, em fevereiro:

Egípcios comemoraram o terceiro ano sem o ditador Mubarak no poder (25/1/2014). Foto: APEgípcios comemoraram o terceiro aniversário da queda do ditador Mubarak  (25/1/2014). Foto: APCrianças, mulheres e adultos comemoram aniversário da queda de Mubarak no Egito (25/01/2013). Foto: APMulher comemora aniversário da revolta de 2011, quando Hosni Mubarak foi afastado do poder (25/01/2013). Foto: APEgípcios vão às ruas comemorar três anos sem Mubarak no poder (25/1/2014). Foto: APEgípcios fazem festa para comemorar o terceiro ano sem Mubarak . Foto: APCrianças, mulheres e adultos comemoram aniversário da queda de Mubarak no Egito (25/01/2013). Foto: APFestas, confusões e atentados marcam o aniversário de 3 anos da revolução egípcia (25/01/2013). Foto: APViolência marca comemorações de três anos da queda de Mubarak no Egito (25/01/2013). Foto: APAtentados deixaram mortos e feridos em Cairo (25/01/2014). Foto: APAtentados marcam comemorações do 3º aniversário da revolução no Egito (25/1/2014). Foto: APHomem é feriado no Cairo, no dia em que se comemora o 3º aniversário da queda de Mubarak. Foto: AP

Mubarak foi condenado à prisão perpétua em 2012 por ser cúmplice nas mortes de manifestantes e por violar a lei e a ordem durante o levante contra seu governo, que durou 18 dias e deixou mais de 840 mortos. Mas uma corte de apelações ordenou a realização de um novo julgamento.

Relembre:
2011: Após renúncia de Mubarak, multidão grita: 'Egito está livre'
2012: Islamita Morsi toma posse como primeiro presidente do Egito pós-Mubarak
2013: Exército do Egito depõe islamita Morsi e anuncia suspensão da Constituição
2014: Ex-chefe do Exército é eleito presidente do Egito com mais de 90% dos votos

Julgado junto aos filhos e outras autoridades egípcias, Mubarack também negou as acusações de corrupção, pelas quais atualmente cumpre pena de três anos, e disse que havia servido fielmente a seu país por 62 anos - primeiro como oficial militar e depois como presidente, cargo que assumiu em 1981.

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Menina comemora queda de ditador egípcio exibindo máscara de Mubarack, em 2011

"Hosni Mubarak, que está hoje perante vocês, não ordenou a morte de manifestantes ou o derramamento de sangue de egípcios”, disse ele à corte. “Não emiti ordem para causar caos e não emiti ordem para criar um vácuo de segurança."

Muitos egípcios que viveram durante as três décadas de autocracia sob o regime de Mubarak consideraram uma vitória ver ele e seus aliados atrás das grades. Mas, desde a deposição do presidente Mohamed Mursi no ano passado pelo então chefe do Exército e agora presidente Abdel Fattah al-Sisi, alguns aliados dos tempos do ditador foram libertados, aumentando as preocupações entre ativistas de que o velho regime tenha reconquistado influência. 

Leia também:
ONG acusa Egito de planejar massacre de pelo menos 817 pessoas em protesto

Centenas de ativistas islâmicos morreram e milhares foram presos no ano passado, muitos dos quais sentenciados à morte em julgamentos em massa que levantaram protestos de governos ocidentais e grupos de direitos humanos.

O juiz disse que o veredicto no caso de Mubarak deverá sair no dia 27 de setembro.

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