Presidente dos EUA, Barack Obama estuda potenciais opções para ajudar a prover assistência a iraquianos afetados por EI

Reuters

A Casa Branca, rechaçou, nesta quarta-feira (13), que os EUA usem tropas terrestres para os combates no Iraque. A presidência, no entanto, ressaltou considerar potenciais opções para ajudar a prover assistência humanitária à população local, que vive uma grande crise devido às ações do Estado Islâmico, grupo radical que tenta criar uma nação fundamentalista em parte dos territórios sírio e iraquiano. 

Veja imagens do conflito que tem marcado cotidiano iraquiano:

Em entrevista coletiva, o vice-conselheiro de segurança nacional, Ben Rhodes, afirmou que não se pode descartar a possibilidade de utilização de forças norte-americanas no terreno, mas em um papel humanitário.

Ataques aéreos
Na sexta-feira (8), aviões de guerra norte-americanos bombardearam combatentes islâmicos a caminho da capital do Curdistão iraquiano. A ação veio logo depois de o presidente Obama anunciar que Washington deveria agir no território para evitar um "genocídio".

O secretário de imprensa do Pentágono, contra-almirante John Kirby, disse que dois caças F/A-18 de um porta-aviões localizado no Golfo Pérsico lançaram bombas teleguiadas de 500 libras contra uma peça de artilharia móvel usada pelos combatentes para bombardear forças que defendiam a cidade.

Na tarde de sexta, o Pentágono informou em comunicado que o Exército norte-americano realizou mais dois ataques aéreos contra as forças do Estado Islâmico perto de Arbil.

Um veículo aéreo não-tripulado, também conhecido como drone, atacou uma posição de lançamento de morteiro, e jatos F/A-18 alvejaram um comboio e um local de disparo de morteiros, acrescentou um comunicado do Pentágono.

Obama autorizou o primeiro ataque aéreo dos EUA no Iraque desde que retirou todas as tropas em 2011 argumentando ser preciso agir para deter o avanço do Estado Islâmico, proteger norte-americanos e salvaguardar centenas de milhares de cristãos e membros de outras minorias religiosas que fugiram para salvar suas vidas.

O Departamento de Estado norte-americano disse que aviões lançaram 72 cargas com mantimentos, incluindo oito mil refeições prontas para consumo e milhares de litros de água potável.

Em Bagdá, onde os políticos estão paralisados pelas disputas internas enquanto o Estado se desfaz, o principal clérigo xiita exigiu a renúncia do primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, uma intervenção ousada que poderia derrubar o veterano governante.

Um porta-voz humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que cerca de 200 mil pessoas que fogem do avanço dos islâmicos chegaram à cidade de Dohuk, no rio Tigre, no Curdistão iraquiano e em áreas próximas da província de Nínive. Dezenas de milhares fugiram mais para o norte, rumo à fronteira com a Turquia, disseram autoridades turcas.

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