Vaticano pede para líderes muçulmanos condenarem violência de extremistas

Por Reuters |

compartilhe

Tamanho do texto

Comunicado ocorre paralelamente ao da principal autoridade religiosa egípcia, que definiu o Estado Islâmico como terrorista

Reuters

AP
Papa Francisco lê mensagem de janela com vista para a Praça de São Pedro, no Vaticano (10/08)

O Vaticano fez um apelo aos líderes religiosos muçulmanos nesta terça-feira para que condenem os "atos criminosos impronunciáveis" realizados por militantes do Estado Islâmico, que invadiram diversas cidades no norte do Iraque e forçaram dezenas de milhares de cristãos e yazidis a abandonarem suas casas.

Mais cedo: EUA oferecem apoio adicional ao Iraque após formação de novo governo

"Nenhuma causa, e certamente nenhuma religião, pode justificar essas atrocidades", disse o Conselho para o Diálogo Inter-religioso do Vaticano, órgão criado para promover o contato com outras fés, em comunicado.

Hoje: Pai orgulhoso por filho segurar cabeça decepada na Síria sofre de esquizofrenia

A perseguição a cristãos, membros da seita antiga yazidi, e outras minorias religiosas e étnicas no Iraque requer "um claro e corajoso posicionamento por parte dos líderes religiosos, especialmente muçulmanos", diz o texto.

"Todos devem ser unânimes em condenar inequivocamente esses crimes e em censurar o uso da religião para justifica-los", disse o Vaticano. "Caso contrário, qual credibilidade terão as religiões, seus seguidores e seus líderes?"

Sexta: EUA bombardeiam alvos de grupo extremista no Iraque

O rápido avanço de jihadistas sunitas do Estado Islâmico e o tratamento brutal dado por eles aos muçulmanos xiitas, assim como aos cristãos e yazidis da região, tem provocado reações de repúdio em países ocidentais, e os Estados Unidos chegaram a lançar um ataque aéreo de alcance limitado contra os islamitas.

Análise: Conheça as raízes históricas da súbita desintegração do Iraque

Membros do Exército feminino treinam habilidades de combate antes de combaterem o Estado Islâmico em acampamento militar no Iraque (18/09). Foto: ReutersMilitar curdo lança morteiros em direção Zummar, controlada pelo Estado Islâmico, em Mosul, Iraque (15/09). Foto: ReutersMilitantes do Estado Islâmico levam soldados iraquianos capturados depois de assumir base em Tikrit, Iraque (junho/2014). Foto: APObama prometeu ofensiva com ataques aéreos na Síria e no Iraque para combater EI (12/09). Foto: ReutersMilitares curdos em tanque enfrentam militantes do Estado islâmico em Mosul, Iraque (7/09). Foto: ReutersMilitante curdo dá cobertura durante confrontos do Estado Islâmico na linha de frente da vila de Buyuk Yeniga, Iraque (4/09). Foto: ReutersMilicianos xiitas do Iraque disparam suas armas enquanto celebram a quebra de cerco do Estado Islâmico em Amerli (1/09). Foto: ReutersGrupo carrega caixão de militante xiita iraquiano da Organização Badr, que foi morto em confrontos com militantes do Estado Islâmico no Iraque (1/09). Foto: ReutersCriança chora em helicóptero militar após ser retirada pelas forças iraquianas de Amerli, ao norte de Bagdá (29/08). Foto: ReutersCurdos e militantes islâmicos lutam no norte do Iraque (12/08). Foto: ReutersIraquianos carregam retratos do primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki enquanto se reúnem em apoio a ele em Bagdá, Iraque (11/08). Foto: ReutersMilhares de iraquianos fugiram com avanço de militantes do EI, inclusive integrantes de minorias religiosas (9/08). Foto: APTropas curdas implantam segurança intensa contra os militantes islâmicos do Estado em Khazer (8/08). Foto: ReutersTropas curdas patrulham em um tanque durante operação contra militantes do Estado Islâmico em Makhmur, nos arredores da província de Nínive, Iraque (7/08). Foto: ReutersParentes choram a morte de homem da YPG, morto durante confrontos com combatentes do Estado Islâmico na cidade iraquiana de  Rabia, na fronteira do Iraque-Síria (6/08). Foto: ReutersVoluntários xiitas do Exército iraquiano se recuperam em hospital após serem feridos em confrontos com militantes do Estado Islâmico em Basra, sudeste de Bagdá (6/08). Foto: ReutersMulher visita túmulo de um parente em cemitério durante as celebrações do Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã, em Bagdá (28/07). Foto: ReutersSoldado iraquiano perto de corpo de um membro do Estado Islâmico que morreu durante confrontos com forças iraquianas em Tikrit, Iraque (19/07). Foto: ReutersBandeira preta usada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante flamula de delegacia danificada em Mosul, norte do Iraque (1/7). Foto: APVoluntário xiita do Conselho Supremo Islâmico Iraquiano aponta arma durante treinamento em Najaf, Iraque (26/6). Foto: ReutersMembros das forças de segurança iraquianas tomam suas posições durante reforço de segurança no oeste de Bagdá, Iraque (24/6). Foto: ReutersXiitas iraquianos se preparam para patrulhar a aldeia de Taza Khormato, na rica província petrolífera de Kirkuk, no Iraque (22/6). Foto: APCombatentes xiitas levantam suas armas e entoam palavras de ordem após autoridades pedirem ajuda para conter os insurgentes em Sadr, em Bagdá, Iraque (17/06). Foto: APManifestantes gritam em favor do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em frente do governo provincial de Mosul (16/4). Foto: APCombatentes tribais xiitas mostram suas armas enquanto tomam parte de Dujail, ao norte de Bagdá, Iraque (16/06). Foto: ReutersCombatentes tribais xiitas levantam suas armas e gritam palavras de ordem contra sunita Exército Islâmico em Basra, Iraque (16/6). Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL mirando contra soldados à paisana depois de tomar base in Tikrit, Iraque. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque
. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

Ontem: Ataques dos EUA não enfraquecem grupo rebelde no Iraque, diz Pentágono

Comunicado do Vaticano ocorre no momento em que a principal autoridade religiosa do Egito, o grão-mufti Sawqi Allam, condenou o Estado Islâmico como uma organização extremista corrupta que prejudica o Islã.

O papa Francisco, que viaja para a Coreia do Sul na quarta, tem condenado a violência no Iraque reiteradas vezes nos últimos dias e declarou no domingo que o conflito "ofende profundamente a Deus e a humanidade".

Novo governo: Maliki resiste após presidente do Iraque nomear novo primeiro-ministro

Militantes do Estado Islâmico, que vêem os xiitas como hereges merecedores da morte, tomaram diversas cidades do norte do Iraque, em um avanço repentino que deixou o governo do Iraque sem reação e causou a fuga de dezenas de milhares de pessoas.

Leia tudo sobre: eiileiil no iraquepapa franciscovaticanocoreia do sul

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas