'Não permitiremos escolta do ministério russo ou dos militares (dentro do território ucraniano)', afirmou assessor presidencial

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Militar na frente de um carro destruído em um posto de controle perto de Donetsk, Ucrânia (11/08)
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Militar na frente de um carro destruído em um posto de controle perto de Donetsk, Ucrânia (11/08)

A Ucrânia afirmou nesta terça-feira (12) que não vai permitir a entrada de qualquer ajuda humanitária russa no país se estiver acompanhada de militares russos ou de integrantes do Ministério de Emergências da Rússia.

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Referindo-se ao grande comboio enviado por Moscou nesta terça-feira com ajuda para a Ucrânia, o assessor presidencial Valery Chaly afirmou:

"Essa carga será transferida para outros veículos de transporte (na fronteira) pela Cruz Vermelha".

"Não iremos permitir qualquer escolta do Ministério de Emergências da Rússia ou dos militares (dentro do território ucraniano). Tudo ficará sob controle ucraniano", disse Chaly a jornalistas.

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Rússia

A Rússia deu início a exercícios militares nas ilhas Kurile, no Oceano Pacífico, disse um porta-voz do Ministério da Defesa russo nesta terça, uma medida que deve incomodar o Japão, que também reivindica as ilhas.

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"Exercícios começaram envolvendo unidades militares na região, que foram enviadas às ilhas Kurile", disse o coronel Alexander Gordeyev, um porta-voz para o distrito militar do leste russo, à agência de notícias russa Interfax.

Ele disse que mais de 1 mil membros das Forças Armadas russas, cinco helicópteros de ataque Mi-8AMTSh e outras 100 unidades militares estariam envolvidos nas manobras.

A disputa sobre as ilhas tem deixado as relações entre Japão e Rússia em seu nível mais tenso desde a Segunda Guerra Mundial, quando as forças soviéticas ocuparam as quatro ilhas ao sul da cadeia de Kurile. O Japão alega que as ilhas são parte de seu território e quer que Moscou as entregue.

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A Rússia também está com relações abaladas com potências ocidentais em decorrência do que a Otan diz ser uma imensa mobilização de forças ao longo da fronteira com a Ucrânia visando uma possível invasão para dar suporte a separatistas pró-Rússia no leste da país. Moscou nega tais intenções.

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