Composta por grupos de direitos humanos, Coalizão Flotilha da Liberdade reprisará ação de 2010 que terminou com abordagem violenta de fuzileiros israelenses a embarcação

Reuters

Ativistas pró-palestinos voltarão a enviar neste ano navios para tentar romper o bloqueio naval israelense na Faixa de Gaza, reprisando uma ação que quatro anos atrás terminou com fuzileiros israelenses abordando uma embarcação e matando nove turcos. O anúncio foi feito nesta terça-feira (12).

Militares retiram militante ferido após ataque a embarcação que tentava furar bloqueio, em 2010
Reuters
Militares retiram militante ferido após ataque a embarcação que tentava furar bloqueio, em 2010

A Coalizão Flotilha da Liberdade, composta de 10 grupos de direitos humanos de 10 países, não especificou quando pretende partir para a área, tampouco qual seria o número de navios envolvidos na ação. 

Participante de destaque da coalizão, a Fundação de Alívio Humanitário (IHH, na sigla em inglês), sediada em Istambul, na Turquia, é considerada um grupo terrorista pelo governo israelense, o que pode gerar uma nova ação semelhante à de quatro anos atrás. 

Leia mais:
Israel ataca barcos que tentavam furar bloqueio

"É de responsabilidade da sociedade civil desafiar este bloqueio… Planejamos navegar para Gaza durante 2014", disse Ann Ighe, porta-voz sueca da coalizão, após uma reunião de ativistas pró-palestinos na Turquia.

Israel, atualmente envolvido em conversas mediadas pelo Egito com o Hamas para encerrar a guerra de um mês, repudiou o plano dos ativistas e deixou claro que o bloqueio será mantido.

"O bloqueio naval foi caracterizado como legal e legítimo pelas Nações Unidas (ONU). Ele está lá por causa do terror contra a população israelense", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Paul Hirschson.

Em 2010, o IHH liderou uma flotilha, incluindo o cruzeiro Mavi Marmara, que levava ajuda humanitária quando foi detida em águas internacionais pela marinha israelense.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.