'As lacunas entre os lados são grandes', disse fonte que preferiu não se identificar; trégua de 72 horas na Faixa de Gaza continua

Reuters

Negociações para encerrar uma guerra entre Israel e militantes islâmicos em Gaza, que já dura mais de um mês, não tiveram muito progresso até agora, disse uma autoridade israelense nesta terça-feira (12) enquanto um cessar-fogo de 72 horas no enclave palestino é mantido pelo segundo dia.

Ontem: Israelenses e palestinos chegam ao Egito para discutir fim da guerra em Gaza

Soldados israelenses patrulham Kibbutz Nahal Oz, perto da Faixa de Gaza cuja maioria dos moradores fugiu para se proteger de foguetes (10/08)
Reuters
Soldados israelenses patrulham Kibbutz Nahal Oz, perto da Faixa de Gaza cuja maioria dos moradores fugiu para se proteger de foguetes (10/08)


Domingo: Palestina aceita trégua de 72 horas para retomar negociações com Israel

Negociadores israelenses e palestinos devem se reunir no Cairo, onde o Hamas e seus aliados estão buscando colocar um fim ao bloqueio israelense e egípcio à Faixa de Gaza.

"As lacunas entre os lados são grandes e não há progresso nas negociações", disse uma autoridade israelense que não quis ser identificada. Não houve comentário imediato do Hamas, o grupo islâmico que domina Gaza.

Dia 9: Israelenses e militantes de Gaza mantêm conflito e desafiam esforços por trégua

Um representante palestino com conhecimento das negociações disse à Reuters, sob condição de anonimato, que "Até agora não podemos dizer que um avanço foi alcançado 24 horas e veremos se vamos ter um acordo".

O Hamas também quer uma abertura para um porto marítimo ao Mediterrâneo para a empobrecida Gaza, um projeto que, segundo Israel, deve ser tratado apenas em conversas futuras sobre um acordo de paz permanente com os palestinos.

Vítimas: Veja quem são os mortos do conflito em Gaza

Israel tem resistido em levantar o bloqueio econômico sobre Gaza e suspeita que o Hamas irá se reabastecer de armas do exterior se tiver um acesso facilitado ao território costeiro. O Egito, vizinho de Gaza, também vê o Hamas como uma ameaça à segurança.

Israel retirou suas forças terrestres de Gaza na semana passada após ter dito que o Exército completou seu objetivo principal, que era destruir mais de 30 túneis cavados por militantes para realizar ataques em território israelense.

Cenário: Com média de 17 anos, Gaza tem uma das populações mais jovens do mundo

O Estado judaico agora quer garantias de que o Hamas não utilizará suprimentos de reconstrução enviados para o enclave para reconstruir esses túneis.

O representante palestino disse que a delegação havia concordado que a reconstrução em Gaza deveria ser realizada pelo governo de unidade, mais técnico, composto em junho pelo Hamas e pelo mais moderado Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, que fica na Cisjordânia.

Dia 8: Israel retoma ataques contra o Hamas após fim do cessar-fogo na Faixa de Gaza

Representantes israelenses não estão se reunindo pessoalmente com a delegação palestina porque ela inclui o Hamas, considerado por Israel como uma organização terrorista. O Hamas, por sua vez, prega a destruição de Israel.

Saiba mais: Leia todas as notícias sobre o conflito em Gaza

Hospitais de Gaza disseram que 1938 palestinos, a maioria deles civis, foram mortos desde 8 de julho, quando Israel lançou uma campanha militar para parar os disparos de foguetes e morteiros, vindos do enclave, contra suas cidades. Israel perdeu 64 soldados e três civis.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.