EUA oferecem apoio adicional ao Iraque após formação de novo governo

Por Reuters |

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Kerry pediu ao premiê Haider al-Abadi que forme rapidamente um novo governo para reconquistar a confiança dos iraquianos

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Os Estados Unidos vão considerar conceder mais assistência militar, econômica e política ao Iraque quando um novo governo inclusivo for formado, disse o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, nesta terça-feira (12).

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Secretário de Estado dos EUA, John Kerry fala na embaixada dos Estados Unidos em Sydney, Austrália


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Kerry pediu ao novo primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, que forme rapidamente um novo governo, dizendo que líderes iraquianos precisam reconquistar a confiança de seus cidadãos, tomando medidas para demonstrar sua determinação.

Os comentários de Kerry em Sidney foram feitos após uma declaração do presidente dos EUA, Barack Obama, de que o Iraque havia dado um "promissor passo adiante" ao designar Abadi como novo primeiro-ministro.

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"Estamos preparados para considerar opções adicionais políticas, econômicas e de segurança à medida que o governo do Iraque comece a ser reconstruído", disse Kerry em uma coletiva de imprensa junto ao secretário de Defesa Chuck Hagel e seus equivalentes australianos.

Hagel disse que os Estados Unidos estão preparados para considerar mais apoio militar ao Iraque. Kerry descartou a utilização de tropas terrestres dos EUA para combate.

Membros do Exército feminino treinam habilidades de combate antes de combaterem o Estado Islâmico em acampamento militar no Iraque (18/09). Foto: ReutersMilitar curdo lança morteiros em direção Zummar, controlada pelo Estado Islâmico, em Mosul, Iraque (15/09). Foto: ReutersMilitantes do Estado Islâmico levam soldados iraquianos capturados depois de assumir base em Tikrit, Iraque (junho/2014). Foto: APObama prometeu ofensiva com ataques aéreos na Síria e no Iraque para combater EI (12/09). Foto: ReutersMilitares curdos em tanque enfrentam militantes do Estado islâmico em Mosul, Iraque (7/09). Foto: ReutersMilitante curdo dá cobertura durante confrontos do Estado Islâmico na linha de frente da vila de Buyuk Yeniga, Iraque (4/09). Foto: ReutersMilicianos xiitas do Iraque disparam suas armas enquanto celebram a quebra de cerco do Estado Islâmico em Amerli (1/09). Foto: ReutersGrupo carrega caixão de militante xiita iraquiano da Organização Badr, que foi morto em confrontos com militantes do Estado Islâmico no Iraque (1/09). Foto: ReutersCriança chora em helicóptero militar após ser retirada pelas forças iraquianas de Amerli, ao norte de Bagdá (29/08). Foto: ReutersCurdos e militantes islâmicos lutam no norte do Iraque (12/08). Foto: ReutersIraquianos carregam retratos do primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki enquanto se reúnem em apoio a ele em Bagdá, Iraque (11/08). Foto: ReutersMilhares de iraquianos fugiram com avanço de militantes do EI, inclusive integrantes de minorias religiosas (9/08). Foto: APTropas curdas implantam segurança intensa contra os militantes islâmicos do Estado em Khazer (8/08). Foto: ReutersTropas curdas patrulham em um tanque durante operação contra militantes do Estado Islâmico em Makhmur, nos arredores da província de Nínive, Iraque (7/08). Foto: ReutersParentes choram a morte de homem da YPG, morto durante confrontos com combatentes do Estado Islâmico na cidade iraquiana de  Rabia, na fronteira do Iraque-Síria (6/08). Foto: ReutersVoluntários xiitas do Exército iraquiano se recuperam em hospital após serem feridos em confrontos com militantes do Estado Islâmico em Basra, sudeste de Bagdá (6/08). Foto: ReutersMulher visita túmulo de um parente em cemitério durante as celebrações do Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã, em Bagdá (28/07). Foto: ReutersSoldado iraquiano perto de corpo de um membro do Estado Islâmico que morreu durante confrontos com forças iraquianas em Tikrit, Iraque (19/07). Foto: ReutersBandeira preta usada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante flamula de delegacia danificada em Mosul, norte do Iraque (1/7). Foto: APVoluntário xiita do Conselho Supremo Islâmico Iraquiano aponta arma durante treinamento em Najaf, Iraque (26/6). Foto: ReutersMembros das forças de segurança iraquianas tomam suas posições durante reforço de segurança no oeste de Bagdá, Iraque (24/6). Foto: ReutersXiitas iraquianos se preparam para patrulhar a aldeia de Taza Khormato, na rica província petrolífera de Kirkuk, no Iraque (22/6). Foto: APCombatentes xiitas levantam suas armas e entoam palavras de ordem após autoridades pedirem ajuda para conter os insurgentes em Sadr, em Bagdá, Iraque (17/06). Foto: APManifestantes gritam em favor do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em frente do governo provincial de Mosul (16/4). Foto: APCombatentes tribais xiitas mostram suas armas enquanto tomam parte de Dujail, ao norte de Bagdá, Iraque (16/06). Foto: ReutersCombatentes tribais xiitas levantam suas armas e gritam palavras de ordem contra sunita Exército Islâmico em Basra, Iraque (16/6). Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL mirando contra soldados à paisana depois de tomar base in Tikrit, Iraque. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque
. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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"Vamos esperar e ver quais futuros pedidos este novo governo vai fazer e vamos considerar (as opções) com base nestes pedidos", disse Hagel.

Os EUA defendem a saída do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, que está no poder há oito anos, embora Maliki não tenha dado sinais de abrir mão do poder. Os norte-americanos culpam Maliki de fracassar em chegar a um consenso e em inflamar a violência sectária que tem fragmentado o Iraque.

Nos primeiros ataques aéreos no Iraque desde que as tropas dos EUA deixaram o país, em 2011, aviões de guerra norte-americanos bombardearam combatentes do Estado Islâmico como parte de um esforço para parar o avanço dos militantes, que tomaram o controle de grandes faixas de território.

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Os rebeldes extremistas agora parecem prontos para tentar tomar Arbil, capital do Curdistão, uma região autônoma do Iraque.

Extremistas

Na segunda, o Pentágono afirmou que a série de ataques aéreos dos EUA desde a semana passada diminuiu o ritmo operacional do Estado Islâmico, o grupo rebelde que tomou grandes áreas do norte do Iraque, mas é improvável que a operação enfraqueça substancialmente o grupo.

"Avaliamos que os ataques aéreos dos EUA no norte do Iraque têm contido o ritmo operacional do Estado Islâmico e interrompido temporariamente seus avanços em direção à província de Arbil [que inclui a capital da semiautônoma região curda do Iraque]", disse o tenente-geral William Mayville Jr., um alto funcionário do Pentágono.

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"No entanto, esses ataques não devem afetar as capacidades globais do Estado Islâmico ou suas operações em outras áreas do Iraque e Síria."

O governo dos EUA disse na semana passada que atacaria áreas no país para proteger norte-americanos do grupo militante, que ganhou força durante a guerra na vizinha Síria, e garantir que a minoria yazidis, do norte iraquiano, não seja alvo da violência sistemática dos militantes muçulmanos sunitas.

Os 15 ataques aéreos realizados até agora fazem parte da primeira ação militar direta dos EUA no Iraque desde que o governo Obama encerrou a retirada de suas tropas, no final de 2011, com a esperança de acabar com o o sangrento e longo envolvimento militar no país.

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