Presidente do Iraque anuncia novo primeiro-ministro e pede formação de governo

Por iG São Paulo |

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Em discurso televisionado, Fouad Massoum desejou sucesso a al-Ibadi na escolha de governo que 'proteja o povo iraquiano'

O novo presidente do Iraque anunciou nesta segunda-feira (11) o vice-presidente do Parlamento Haider al-Ibadi como novo primeiro-ministro e pediu a formação de um novo governo nos próximos 30 dias.

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Reuters
Iraquianos carregam retratos do primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki enquanto se reúnem em apoio a ele em Bagdá, Iraque


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Fouad Massoum disse em um pronunciamento televisionado desejar sucesso a al-Ibadi na escolha de um governo que "proteja o povo iraquiano."

A escolha do presidente é uma grande crítica pública ao então primeiro-ministro Nouri el-Maliki, que em um discurso raivoso a meia-noite exigiu ser nomeado para um terceiro mandato.

Al-Maliki enviou suas forças de segurança de elite às ruas de Bagdá, onde as duas principais continuam parcialmente fechadas enquanto população participa de comícios pró e anti-governo. Centenas de simpatizantes do ex-premiê foram às ruas.

Mais cedo, por meio de comunicado, Ibrahim al-Jaafari disse que a aliança de partidos políticos xiitas concordaram em nomear Haider al-Ibadi para substituir al-Maliki e formar um novo governo com o objetivo de unificar o país contra a crescente ameaça de militantes radicais sunitas.

O então premiê insistiu, porém, que seu partido, o Estado de Direito, deve selecionar o candidato. Nas primeiras horas desta segunda, Al-Maliki fez um discurso surpresa no qual acusou o novo presidente Fouad Massoum de bloquear sua nova nomeação como primeiro-ministro.

Membro do bloco parlamentar do primeiro-ministro iraquianao xiita disse que o presidente precisa pedir a Maliki que forme um novo goveno ou, caso contrário, pode violar a Constituição.

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Mahmoud al-Hassan falou à Reuter após notícia na TV estatal afirmar que a corte federal determinou que o bloco de Maliki é o maior no Parlamento e deveria nomear um primeiro-ministro.

"Sob esta determinação, o presidente precisa pedir ao nosso candidato Nuri al-Maliki para formar um governo, de outro modo ele irá colocar a si mesmo em uma posição perigosa de romper a Constituição".

Acusado de uma parcialidade obstinada que tem alimentado a violência sectária em um Iraque fragmentado, o premiê xiita fez um pronunciamento na TV no domingo à noite no qual acusa o presidente de etnia curda de atrasar o processo constitucional que prevê a nomeação de um primeiro-ministro após as eleições parlamentares de abril.

No entanto, o presidente Fouad Masoum rapidamente recebeu respaldo de Washington. Com militantes sunitas do Estado Islâmico ganhando terreno sobre as forças curdas ao norte de Bagdá, os Estados Unidos reforçaram os pedidos para que os iraquianos formem um novo governo de coalizão para tentar dar um fim ao derramamento de sangue, que levou os norte-americanos a realizarem os primeiros ataque aéreos no Iraque desde o fim da ocupação do país, em 2011.

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Foto: APPalestino é visto perto de destroços de construção destruída por ataque aéreo israelense em Beit Lahiya, norte da Faixa de Gaza. Foto: APParentes de menina de 4 anos morta em ataque israelense choram durante enterro em Rafah, sul da Faixa de Gaza (15/7). Foto: ReutersParentes de menina de 4 anos morta em ataque israelense choram durante enterro em Rafah, sul da Faixa de Gaza (15/7)
. Foto: ReutersMenino chora morte de criança de 4 anos por ataque israelense em Rafah, sul da Faixa de Gaza (15/7). Foto: ReutersSoldados israelenses dormem no chão ao lado de um veículo blindado fora da Faixa de Gaza (15/7). Foto: ReutersPalestinos se reúnem em mesquita ao redor de corpo de homem morto por ataque aéreo de Israel (14/7). Foto: APMenina descansa no colo do pai depois de fugir de ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza (14/7). Foto: APPalestinos verificam danos em mesquita 
atingida por ataque de Israel durante a madrugada na Faixa de Gaza (14/7). Foto: APFumaça e destroços sobem durante ataque 
aéreo de Israel contra prédio no campo de refugiados de Jabalya, norte da Faixa de Gaza (14/7). Foto: APPalestina reage diante de destroços de sua casa, que a polícia diz ter sido destruída em ataque aéreo israelense em Rafah, sul da Faixa de Gaza (14/7). Foto: ReutersPalestinos fogem de suas casas para se abrigar em escola da ONU na Cidade de Gaza (13/7). Foto: APPalestinos levam corpo de Mohammed Sowelim, militante morto em ataque de Israel a Gaza (12/7). Foto: APIsrael tem à disposição arsenal mais sofisticado e soldados treinados (11/7). Foto: AFPPalestinos carregam seus pertences em uma casa depois de ela ser destruída por ataque de míssil de Israel na Faixa de Gaza (11/7)
. Foto: APIsraelenses em Tel Aviv procuram abrigo enquanto sirenes avisam sobre lançamento de foguete da Faixa de Gaza (11/7). Foto: APCarros destruídos são removidos de posto de gasolina na cidade de Ashdod, Israel, que foi atingido por foguete lançado da Faixa de Gaza. Foto: APParentes de família de oito palestinos mortos em ataque de Israel choram durante velório em Khan Younis, sul da Faixa de Gaza. Foto: APFumaça sobe depois de ataques aéreos de Israel (10/7). Foto: APPalestinos fazem buscam em destroços de casa destruída onde oito membros da mesma família morreram em ataque de Israel (10/7). Foto: APParentes de oito membros de uma família palestina choram durante velório em Khan Younis, sul da Faixa de Gaza (10/7). Foto: ReutersFumaça sobe depois de ataque contra a Cidade de Gaza (10/7). Foto: APPalestinos se reúnem ao redor de destroços de carro que, segundo a polícia, foi alvo de ataque de Israel no norte da Faixa de Gaza (10/7). Foto: ReutersPessoas rezam perto de corpos de oito membros de uma mesma família palestina em Khan Younis, sul da Faixa de Gaza (10/7). Foto: ReutersMãe segura menina palestina de 4 anos que funcionários de hospital dizem que foi morta por ataque israelense em Jabaliya, norte da Faixa de Gaza (10/7). Foto: ReutersMísseis israelenses atingem túneis de 
contrabando entre o Egito e a Faixa de Gaza em Rafah, sul da Faixa de Gaza (9/7). Foto: APParentes de cinco membros de uma família do Hamas mortos por Israel choram em sua casa em Beit Hanoun, norte da Faixa de Gaza (9/7). Foto: APFumaça e destroços sobem depois de 
ataque aéreo de Israel na Faixa de Gaza (9/7). Foto: APFoguete disparado por militantes palestinos a partir da Faixa de Gaza é visto em direção a Israel. Foto: APFumaça e fogo sobem de ataque aéreo de Israel em Rafah (8/7). Foto: APPalestinos levam ferido a hospital na Cidade de Gaza (8/7). Foto: APPalestinos fazem buscas em destroços de veículo depois de ataque aéreo de Israel em Gaza (8/7). Foto: APFumaça sobe depois de ataque de míssil de Israel na Cidade de Gaza (8/7). Foto: APPalestinos fazem buscas em destroços de veículo depois de ataque aéreo de Israel em Gaza (8/7). Foto: APPalestinos tentam salvar o que podem de seus pertences de destroços de casa destruída por ataque de Israel em Gaza (8/7). Foto: APPalestinos fazem buscas em destroços de casa destruída por ataque aéreo de Israel em Gaza (8/7)
. Foto: APPalestinos olham casa destruída depois de ataque de míssil de Israel em Khan Younis, Faixa de Gaza (8/7). Foto: APIncursões em Gaza ocorreram em retaliação a ataques com foguetes contra Israel no domingo (7/7). Foto: AFPIluminador do Exército de Israel explode sobre a fronteira entre Israel e Gaza (7/7). Foto: AP

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"O processo de formação de um governo é crítico em termos de garantir a estabilidade e a calma no Iraque, e nossa esperança é que o sr. Maliki não conturbe esse processo", disse o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em comentários pontuais direcionados a Maliki.

"Haverá pouco apoio internacional de qualquer espécie que seja a qualquer coisa que desvie o processo constitucional legítimo que está em voga e sendo trabalhado agora", acrescentou.

Complicando os esforços pela nomeação de um substituto xiita, atitude que parece ter o apoio da liderança religiosa do país e do governo xiita iraniano, a mais alta corte do Iraque decidiu que o bloco político de Maliki, o Estado da Lei, possui a maioria no novo Parlamento.

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Isso, de acordo com uma autoridade iraquiana de alto escalão, é "muito problemático" para as tentativas do presidente Masoud de nomear um candidato alternativo a Maliki --uma escolha que segundo membros de seu partido estava próxima de ser tomada.

Enquanto milícias xiitas e forças de seguranças pessoalmente leais a Maliki se mobilizavam por toda Bagdá, o primeiro-ministro fez um pronunciamento desafiador, dizendo que iria processar Masoud judicialmente por violar a constituição ao perder o prazo para pedir ao líder do partido majoritário que forme um novo governo.

No cargo interinamente desde as eleições de 30 de abril, Maliki tem desafiado o clamor de sunitas, curdos, Irã e líderes religiosos xiitas para que deixe o cargo em prol de algum nome menos polarizador.

Críticos têm acusado Maliki de perseguir uma agenda sectária que isola a minoria sunita, empurrando alguns de seus membros a apoiar os militantes do Estado Islâmico, cuja última investida contra o norte do Iraque tem alarmado o governo de Bagdá e seus aliados ocidentais, levando os EUA a realizar uma ataque aéreo nos últimos dias.

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Ocupação

Militantes do Estado Islâmico tomaram a cidade de Jalawla, a nordeste de Bagdá, no amanhecer desta segunda-feira, após semanas de confrontos com combatentes curdos, informou a polícia.

A nova vitória amplia ainda mais as conquistas dos militantes islâmicos, cuja expansão tem alarmado os aliados ocidentais do Iraque.

A conquista de Jalawla, a 115 quilômetros da capital iraquiana, aconteceu uma dia após um suicida ter matado 10 combatentes curdos no local. Os militantes também tomaram o controle de dois vilarejos próximos.

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No domingo, homem-bomba matou dez combatentes curdos e deixou 80 feridos em uma cidade a nordeste de Bagdá neste domingo, disseram fontes médicas.

O ataque ocorreu durante confrontos na cidade de Jalawla entre forças curdas e militantes do Estado Islâmico, que estão realizando uma ofensiva no norte do país que mobilizou o governo de Bagdá e seus aliados ocidentais.

*Com AP e Reuters

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