Segundo o porta-voz Andriy Lysenkom, 2.120 homens ficaram feridos; ONU fala em mais de 1.100 mortes desde início da ação

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Um total de 568 militares do governo da Ucrânia morreu desde o início dos confrontos com os separatistas pró-Rússia em maio, disse um porta-voz das Forças Armadas nesta segunda-feira (11).

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Manifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08)
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Manifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08)


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O número é maior do que o estimado anteriormente. O porta-voz, Andriy Lysenkom, disse que outros 2.120 homens ficaram feridos. Agências da ONU dizem que mais de 1.100 pessoas morreram desde o início do conflito no leste da Ucrânia, incluindo militares, combatentes rebeldes e civis.

Operação militar

As Forças Aramadas ucranianas disseram nesta segunda que estão se preparando para uma "fase final" da retomada da cidade de Donetsk das mãos de separatistas pró-russos, depois de terem ganhos significativos que dividiram as forças rebeldes no terreno.

O porta-voz Andriy Lysenko disse que as tropas de Kiev já tinha separado Donetsk da outra principal cidade controlada pelos rebeldes, Luhansk, a 150 quilômetros, na fronteira com a Rússia.

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"As forças da operação antiterrorista estão se preparando para a fase final da libertação de Donetsk", disse Lysenko à Reuters.

"Nossas forças cortaram completamente Donetsk de Luhansk. Estamos trabalhando para libertar as duas cidades, mas é melhor libertar Donetsk primeiro. É mais importante."

A cidade, que tinha uma população antes do conflito de 900 mil pessoas, sofreu com bombas e disparos de arma de fogo no fim de semana, e o armamento pesado continuou até segunda nos arredores da cidade.

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Embora o governo diga que está apertando um cordão de isolamento em torno dos separatistas em Donetsk, em meio a mudanças na liderança rebelde e deserções em suas fileiras, regiões do leste ainda estão sob controle dos separatistas pró-Rússia, incluindo Luhansk, Horlivka, ao norte de Donetsk, e Makiyivka, a leste.

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