Maliki resiste após presidente do Iraque nomear novo primeiro-ministro

Por Reuters |

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Nuri al-Maliki fez discurso na TV acusando o chefe de Estado de infringir Constituição; presidente do Iraque tem apoio dos EUA

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O presidente do Iraque, Fouad Masoum, nomeou um novo primeiro-ministro para substituir Nuri al-Maliki nesta segunda-feira (11) e pediu que o escolhido forme um novo governo amplo que possa encerrar uma carnificina, mas não ficou claro se Maliki vai ceder à pressão dos Estados Unidos e do Irã para renunciar.

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O premiê do Iraque, Nuri al-Maliki, durante entrevista à Reuters em Bagdá (jan/2014)


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Um muçulmano xiita acusado por ex-aliados em Washington e Teerã, assim como em Bagdá, de levar a uma revolta uma minoria sunita alijada, Maliki mandou milícias leais e forças especiais para as ruas da capital nesta segunda após fazer discurso desafiador na TV acusando o chefe de Estado de infringir a Constituição.

Militantes do Estado Islâmico, que derrotaram o Exército de Maliki no norte em junho, fizeram novos ganhos sobre forças curdas apesar de três dias de ataques aéreos dos EUA, e Bagdá, que se prepara há bastante tempo para um ataque dos combatentes sunitas à cidade, agora pode sofrer possíveis combates entre Maliki e rivais dentro da maioria xiita.

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Não houve reação imediata de Maliki à nomeação de Haider al-Abadi como primeiro-ministro. No entanto, o genro de Maliki, um aliado político do premiê, disse à Reuters que ele pode tentar reverter a nomeação do novo premiê na Justiça.

O presidente Fouad Masoum pediu a Abadi, líder do partido Dawa, de Maliki, para liderar um governo que possa conquistar o apoio do Parlamento eleito em abril. Em declaração transmitida pela televisão, Masoum, de etnia curda, pediu a ele para "formar um governo de base ampla" até o próximo mês.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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O próprio Abadi, que passou décadas no exílio na Grã-Bretanha durante o regime do ditador sunita Saddam Hussein, fez um apelo por unidade nacional contra a "barbaridade" do Estado Islâmico, que expulsou dezenas de milhares de pessoas de suas casas em um avanço sobre as tropas iraquianas no norte e oeste para consolidar um "califado" em áreas do Iraque e da Síria.

"Todos nós temos que cooperar para resistir a essa campanha terrorista lançada no Iraque e para acabar com todos os grupos terroristas", disse ele em declaração transmitida pela TV após encontro com Masoum.

Maliki, de 60 anos, que era um desconhecido antes de se tornar primeiro-ministro em 2006 sob domínio norte-americano, pode não permanecer calado.

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"Ele não vai ficar em silêncio", disse seu genro Hussein al-Maliki. "A nomeação é ilegal e uma quebra da Constituição. Nós iremos à corte federal."

No cargo interinamente desde as eleições de 30 de abril, Maliki tem desafiado o clamor de sunitas, curdos, Irã e líderes religiosos xiitas para que deixe o cargo em prol de algum nome menos polarizador.

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Críticos têm acusado Maliki de perseguir uma agenda sectária que isola a minoria sunita, empurrando alguns de seus membros a apoiar os militantes do Estado Islâmico, cuja última investida contra o norte do Iraque tem alarmado o governo de Bagdá e seus aliados ocidentais.

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